Pular para o conteúdo

Música, dança e muita emoção tomaram conta da ECSA durante as apresentações especiais em homenagem ao Dia das Mães. Divididas em quatro turmas da Educação Infantil ao 5º ano do Fundamental Anos Iniciais, as crianças deram um show no evento que marca a retomada de apresentações presenciais para as mães na escola, após dois anos. O encerramento foi realizado na noite de sexta-feira (06) e lotou a quadra de esportes.

A programação começou na quarta-feira (04), com as apresentações da Educação Infantil ao 1º ano do Fundamental nos períodos matutino e vespertino. Na sexta-feira (06), foi a vez dos alunos do 2º ao 5º ano, também em dois horários. A ideia de distribuir as turmas, explica a diretora geral, Márcia Bezerra, teve como objetivo diminuir um grande fluxo de pessoas na escola, além de oferecer opções diferentes de horários, conforme a agenda das famílias.

“É uma retomada de eventos presenciais, mas com cautela e muito cuidado. Tivemos quatro momentos de apresentações, dos pequenos aos maiores e acredito que as famílias entenderam a proposta. Conseguimos reforçar que a escola é a continuação da casa, da família e elevamos o papel das mães na vida das crianças. Encerro a programação hoje muito feliz com o que vimos”, celebra.

Para as apresentações, as turmas começaram os ensaios em abril, contando com o acompanhamento dos professores de música e arte. Dentro de casa, muitas fizeram segredo sobre as canções para uma surpresa ainda mais especial. Foi o caso das irmãs Amanda e Bianca, do 2º e 3º ano, filhas da Edileuza Mesquita.

“Elas ensaiavam juntas no quarto, mas não me deixavam ver. Foi muito engraçado e bonito. Como mãe, estava sentindo falta deste tipo de atividade que resgata os valores da família, além de nos reunirmos na escola dos nossos filhos para comemorar datas importantes como essa. São momentos que ficam na memória para sempre”, conta.

A emoção também tomou conta da Vanessa Curti, mãe da Maria Luiza, do 2º ano. “É muito lindo ver nossos filhos se desenvolvendo, se apresentando ao vivo na frente de muitas pessoas. Além da emoção pelo dia das mães, também fiquei emocionada em estar na escola novamente”. Já Tatiana Almeida aproveitou para filmar todas as apresentações, em especial a do filho Caio, do 2º ano. “Eu senti muita falta disso no dia das mães, mesmo que ele tenha me homenageado nos últimos anos da pandemia. Mas assim ao vivo é diferente e ele adorou participar”.

A experiência presencial, ressalta a coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental, Edilaine Batista, demonstra o papel da escola para a socialização das crianças. “Essa possibilidade de interagir com os colegas é completamente diferente do ambiente virtual. Desde os ensaios, a escolha das músicas, são momentos que eles sempre recordarão ao resgatar os tempos de escola”, finaliza.

Oficina de Robótica encanta alunos com a possibilidade de criações e experimentos científicos  

Tendo como objetivo ampliar as técnicas do ensino maker com a aplicação na prática de conhecimentos adquiridos em sala de aula, a ECSA oferece a Oficina de Robótica. As aulas são realizadas na Sala Tech, com duas turmas semanais no contraturno da grade curricular. Podem se inscrever alunos do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental, mediante matrícula na Secretaria da escola.

 

Um dos matriculados na Oficina é o João Felipe Perlini, do 5º ano, que se interessou pelas aulas durante as atividades na Sala Tech. Aos 10 anos de idade, o garoto conta que tem o sonho de “construir um robô”. “Gosto bastante das aulas de robótica e presto muita atenção para um dia conseguir fazer o meu próprio robô. Acho legal aprender desse jeito e também usar equipamentos diferentes, como a impressora 3D”.

 

Com um limite de 10 alunos por turma, a Oficina tem duração de duas horas e acontece às quartas-feiras. Após a matrícula, as crianças devem adquirir o kit básico para as aulas, que conta com itens como a caixa arduíno, lâmpadas Leds, resistores, Bluetooth, entre outros. A coordenadora da Sala Tech, Mara Tereza dos Santos, pontua a importância do contato dos alunos com técnicas de engenharia, eletrônica e robótica para o desenvolvimento de várias habilidades. 

 

“Utilizamos o arduíno porque nos dá mais possibilidades de criação e aproveitamento de disciplinas como a física, matemática e outras. A robótica também é um elemento essencial para as aulas e com a Oficina, oferecemos aos alunos que queiram expandir estes conhecimentos de forma criativa”, acrescenta.

 

As aulas são acompanhadas pelos professores Helton Sodré e Josué Nascimento, que dão orientações e tiram dúvidas dos alunos durante as atividades. “Primeiro passamos pela técnica, com os fundamentos básicos da eletrônica, gamificação e robótica para, em seguida, aplicar nos trabalhos. A ideia é que eles aprendam de uma forma mais divertida e com a possibilidade de usar muito do que é visto na Oficina para criações do dia a dia”, explica o professor Nascimento.

 

“A autonomia das crianças é muito estimulada. Enquanto professores, nós orientamos e acompanhamos as atividades, mas a execução deve ser toda deles. Queremos com a Oficina também preparar nossos alunos para a participação em competições regionais e nacionais, pois já tivemos projetos com potencial para concorrer”, pontua o professor Helton.

 

Além do kit básico, os alunos têm contato com plataformas de prototipagem, impressora 3D, materiais do ambiente maker, programação no código Arduíno, App Inventor e uma apostila com conteúdos novos por aula.

 

Para mais informações sobre valores e matrículas, procure a Secretaria da ECSA.

Cuiabá ganha uma grande festa de aniversário na ECSA

 

 

Cuiabá, suas belezas, música, sabores e história foram enaltecidos nesta quinta-feira (7 de abril) na Escola Chave do Saber (ECSA), com uma programação toda voltada às comemorações pelo aniversário de 303 anos da Capital (8 de abril). Atividades como exposições, apresentações musicais, dança e degustação envolveram alunos e toda a equipe pedagógica com o objetivo de divulgar e valorizar a cidade e o que ela tem de melhor.

A programação foi o ponto alto de uma preparação que vinha sendo feita com os alunos bem antes disso. Durante as aulas e atividades extraclasse eles produziram trabalhos que foram expostos na escola para que estudantes e familiares pudessem ver. A Educação Infantil abordou o tema “Cuiabá, belezas e tradições”, enquanto o Fundamental I (1º ao 5º ano) falou do “Sabor Cuiabano” e o Fundamental II (6º ao 9º) apresentou o “Rasqueado no Intervalo”, no pátio da recepção.

Milene Dorneles, coordenadora da Educação Infantil, explicou que o Maternal e o Jardim I trabalharam com as músicas e danças, enquanto o Jardim II os pontos turísticos. Com o Pré as professoras desenvolveram um trabalho voltado à culinária. Eles montaram livrinhos de receita que foram colocados em exposição. “Trabalhar a cultura de Cuiabá está em nosso planejamento o ano todo, mas nessa época nós fortalecemos trazendo para as crianças vivenciarem um pouquinho de cada costume, do mais antigo ao atual. O que nossa Cuiabá tem de mais bonito”, salientou.

A professora Luana Lopes, do Maternal e Jardim I, contou que no decorrer da semana foram trabalhadas as músicas como o Rasqueado e também foi dada bastante ênfase na lenda do Minhocão do Pari, sua importância cultural e aspectos como a preservação dos rios. A culinária cuiabana ganhou bom espaço. “Fizemos junto com as crianças um chá com bolo e eles prepararam, conheceram melhor as receitas. Depois desse momento nós fizemos o lanche, onde puderam experimentar o que eles mesmos prepararam”, lembrou.

Segundo Edlainy Cristina Pinheiro da Silva Batista, coordenadora do Fundamental I, os alunos do 1º ano abordaram as artes plásticas com releituras. Pintaram e desenharam inspirados no que os artistas fizeram. O 2º ano trabalhou a culinária cuiabana, história dos pratos (de onde vieram, como surgiram), onde as crianças elaboraram a ficha de receita e também fizeram os pratos e levaram para degustação.

O 3º ano centrou as atividades no Patrimônio Histórico, para que conhecessem mais a cidade, o que ainda persiste dos imóveis antigos e se ainda são utilizados da mesma forma. Os 4ºs anos também fizeram pesquisas sobre a culinária cuiabana e realizaram um chá com bolo na Praça do Saber. E os 5ºs fizeram homenagens com poesias, orientados pela professora Rose Mary.

O chá com bolo tomou conta da Praça do Saber, em frente à escola. “Trabalhamos bastante durante a semana e a nossa culminância foi o chá com bolo, que é a melhor parte. Eles trouxeram bastante coisa. Fizeram uma pesquisa interessante tanto do doce como do salgado”, contou a professora Kayte de Lima Macedo, do 4º ano. Ela destacou que para várias crianças foi um momento de descoberta, porque elas não eram de Cuiabá.

Para os alunos, claro, foi só alegria e comilança. Henrique da Costa, do 4º B, considerou que os estudantes conseguiram aproveitar bem as atividades, fazendo as receitas e levando para degustação. “Bolo de arroz é bom pra caramba”, frisou. O colega Artur Freitas, que não é tão fã da iguaria, também considerou muito bom participar da atividade, mas “o mais legal foi comer”, brincou. “Gostei de várias tarefas, de fazer uma receita e comer também. Escolhi bolo de fubá”, revelou Sophia Genta, do 4º A, que contou gostar muito também de Farofa de Banana.

Bailão cuiabano

A melhor forma de comemorar o aniversário de Cuiabá, para um bom cuiabano, é com um baile. E ele não faltou. O professor de Artes Ronaldo Rodrigues Vicente da Silva comandou a apresentação com a ajuda dos parceiros professores Elton, Marcos, Antônio, Marcelo na banda e das professoras. “A proposta foi a de trazer um intervalo legal para as crianças depois de tanto tempo de isolamento. Hoje nós trouxemos a música de Cuiabá, o Rasqueado, para essa meninada. Todos gostaram, cantaram com a gente”, comemorou.

“Em um combinado legal as professoras trouxeram as saias rodadas de chita e colocaram em prática sua arte de dança”, ressaltou ele, o que contribuiu para que a animação fosse total. “Todas as vezes que nós cantamos as músicas cuiabanas, nossos alunos sabem, porque ouvem em casa. Isso é interessante, muito importante. Hoje inclusive promovemos a interação onde eles puderam dançar. Todos que quiseram ir para a frente foram. Essa cultura nós temos que estar sempre replicando, porque eles gostam, é nossa cultura, nossa tradição”, salientou.

Para finalizar, em clima de festa, todos cantaram um Parabéns para Cuiabá.

Sessão Simultânea na ECSA cultiva o prazer da leitura entre alunos

 

A Escola Chave do Saber (ECSA) realizou nesta sexta-feira (1º de abril) mais uma edição da Sessão Simultânea de Leitura, atividade que reúne alunos de diferentes turmas e idades em torno do ato de ler e comentar obras literárias. Os livros são escolhidos pelos próprios alunos, que se inscrevem espontaneamente e leem antes as sinopses sugeridas pelos professores.

A professora Márcia Adriana, do 3º ano matutino, explica que o projeto nasceu há alguns anos e seu objetivo é envolver as crianças no ato de ler, despertando ou reforçando neles o prazer pela leitura e habilidade que vão além do ler, envolvendo o saber ouvir, dialogar. “As crianças adoram porque, através da sinopse que nós colocamos, o livro que querem ouvir. Isso atiça, aguça a curiosidade do aluno, que lê ali um pedacinho da história e então fica querendo saber o que vai acontecer”, conta.

É o professor conta/lê a história, conversa com eles sobre ela e abre espaço para que eles falem sobre o que ouviram, ressaltem aspectos que consideraram interessantes, lições tiradas. “É um projeto muito bom porque ajuda eles a desenvolverem a capacidade de ouvir, porque ali estão várias crianças, não só da turma dele, do 1º ao 5º ano”, destaca.

A professora Rose Mary Paredes, de Português, História, Geografia e Produção Textual dos 5ºs anos, ressalta que a Sessão Simultânea ajuda a romper uma certa resistência que os alunos apresentam, muito em função da atratividade que as mídias digitais exercem. A ideia é resgatar ou desenvolver o prazer pela leitura de uma forma agradável e participativa.

Os temas são escolhidos para que despertem interesse e também trabalhem valores importantes na formação do indivíduo e em suas relações com as outras pessoas. Rose cita como exemplo o livro “Girafinha Flor faz uma descoberta”, em que a personagem se sentia sozinha e acreditava que ninguém queria ser seu amigo. “Então nós trazemos isso para alunos que estão chegando à escola. Eles também se sentem sozinhos, então procuramos acolher esses alunos. Sempre tem os grupos mais fechados, que os alunos estudam há mais tempo juntos, mas eu sempre falo: ‘nossa panela não tem tampa, todos podem entrar’. Então podemos ser amigos de todo mundo”.

O aluno do 5º ano Lucas Almeida Santos participou e gostou bastante. Segundo ele, o texto lido “fala sobre que você nunca pode desistir de seus sonhos, tem que continuar sonhando”. Outro ponto que ele considerou importante foi o ensinamento de que não devemos ficar o tempo todo vendo defeito nas coisas, focando somente nos erros, sem perceber o que existe de positivo. “E entendi também que o texto fala que você precisa ter amizades, não pode viver no seu mundo, senão você vai ser muito solitário, sozinho”, finaliza.

Para Leonardo Fortes Bumlai da Silva, também do 5º ano, “o projeto é interessante porque lemos um livro diferente, que você mesmo pode escolher. Conhecer outros personagens, de mundos diferentes”. Ele lembra que há uma interatividade, onde a professora faz perguntar sobre algo do livro e os alunos precisam responder. O estudante revelou que ficou marcada em sua mente a história de um monstro que foi enganado por um rato esperto. Com medo do desconhecido, a criatura proibia os filhos de irem à floresta. Para ele, ficou a mensagem de que é preciso obedecer aos pais para que nos aconteça algo de ruim, mas que também é preciso enfrentar os medos.

Rainbow Party colore atividades dos alunos da Red Balloon na ECSA

 

 

A sexta-feira (1º de abril) teve um colorido especial na Escola Chave do Saber (ECSA) com a Rainbow Party, voltada aos alunos da Red Balloon. Estudantes de diferentes turmas se reuniram para várias atividades com muita cor e diversão, onde a comunicação é feita em inglês, como forma de promover o aprendizado da língua de forma natural.

Coordenadora e professora da Red Balloon na ECSA, Ana Tereza Winter explicou que a Rainbow Party foi dividida por faixas etárias, contando com a participação de alunos do maternal até o segundo ano. “A nossa intenção com as festas é que eles tenham a vivência com a língua inglesa de uma maneira divertida, lúdica. Então nós trouxemos algo bem colorido, que chama a atenção das crianças. Então eles ficam bem contentes com as festas aqui da Red Balloon”, contou.

A atividade, dentro da proposta de ensino diferenciada da Red Balloon, ofereceu aos participantes atividades artísticas, games, momentos de descontração e também um lanche. “Tudo isso para que a língua inglesa seja algo natural para eles, que adquiram de uma maneira natural e divertida”, reforçou a coordenadora.

Entre as tarefas dos alunos estavam montar um arco-íris com papel crepom, algodão e outros materiais, fazer uma intervenção artística com muitas tintas em um pano comprido e brincadeiras com bolas coloridas. “Eles fazem tudo juntos, então trazendo essa questão da união, de dividir o espaço coletivo e trabalhar também a coordenação motora”, salientou Ana Tereza.

O resultado foi muita animação e alunos bastante contentes com a oportunidade. “Estou gostando muito. É legal porque a gente pinta, amo pintar”, contou Antonela Fabri de Figueiredo, do 2º ano, que confessou adorar participar das atividades porque gosta de inglês. Pintar e usar a língua inglesa também foram apontados como os diferenciais mais interessantes pela colega, Ana Luiza Machado Gimenes, do 2º ano, outra fã declarada da Red Ballon.

Diversidade na escola: inclusão traz resultados positivos

Espaço de aprendizado, socialização e compartilhamento de ideias, a escola é também lugar para inclusão desde cedo. Entre os benefícios desta integração está o desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças, sejam elas com algum tipo de deficiência ou não. Em Cuiabá, a Escola Chave do Saber (ECSA) vem abrindo as salas de aula para as Acompanhantes Terapêuticas (AT) de alunos autistas. A inserção destas profissionais faz parte do projeto de acessibilidade e inclusão social da escola.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Educação Infantil da ECSA, Milene Dorneles, a diversidade de experiências e conhecimentos é uma realidade que deve ser desenvolvida através de práticas educacionais inclusivas. Segundo ela, quanto mais respeitadas em suas diferenças, mais as crianças avançam na escola e fora dela.

“Para ser efetiva, a inclusão não deve ser limitada ao acesso a conteúdos e disciplinas, mas também o estímulo à autonomia das crianças. Por este motivo, temos recebido as Acompanhantes Terapêuticas como uma forma de garantir apoio escolar, contribuindo com a inclusão e aprendizagem de crianças especiais. Nos últimos anos, a ECSA também investiu em adaptações na sua estrutura para melhor receber alunos e familiares com qualquer tipo de deficiência”, frisa.

Iniciativa de extrema importância para a inclusão de crianças especiais, as Acompanhantes Terapêuticas desenvolvem o trabalho de monitoramento e apoio a três alunos da ECSA com autismo diagnosticado. Uma dessas profissionais é a terapeuta infantil Dhullye Hiara, que elogia a abertura da escola para a entrada das ATs. Ela é responsável desde 2021 pelo acompanhamento um aluno de 4 anos, hoje no Jardim II.

“É nítido o desenvolvimento dele desde que passou a frequentar a escola. Quando ele chegou, era muito mais dependente e resistente a algumas atividades. O acompanhamento é feito conforme o grau de autismo, mas a socialização com outras crianças e a compreensão das diferenças fazem toda a diferença na evolução do paciente. A ECSA está entre as poucas escolas em Cuiabá que tiveram uma boa aceitação do trabalho das Acompanhantes. Temos todo o suporte necessário para desenvolver o nosso trabalho e o resultado é a inclusão destas crianças”, acrescenta.

O convívio com crianças especiais ainda na fase escolar é positivo não só para elas, como também para as demais sem qualquer tipo de deficiência. Sobre isso, Dhullye explica que o ambiente escolar torna-se muito mais acessível e inclusivo quando desde cedo crianças aprendem a conviver com as diferenças. “Em geral, os pais de crianças especiais têm muito medo de colocá-las em escolas regulares pelos possíveis problemas que elas podem ter. Mas o que vemos é que as próprias crianças querem ajudar o colega especial. Conviver com a diversidade é bom para todos”, pontua a terapeuta.

Acessibilidade – Apesar de um número ainda pequeno, a ECSA já conta com alunos deficientes entre suas turmas. Até por este motivo, a escola vem passando por reformas e adaptações nas salas, corredores e área externa, facilitando o acesso e mobilidade das pessoas na unidade. Hoje a escola conta com rampas e corrimões espalhados, além de guias na calçada para deficientes visuais, elevadores e banheiros para PCDs. As intervenções são aproveitadas tanto pelos alunos cadeirantes quanto por pessoas com mobilidade reduzida, idosos e demais alunos.

Ateliê da ECSA estimula criatividade e autonomia das crianças

Um espaço para experimentos, imaginação, criatividade e construção. Assim foi pensado o Ateliê da ECSA, uma das novidades da escola para 2022. Os projetos são desenvolvidos com as turmas da Educação Infantil ao 1º ano e têm como objetivo estimular e explorar a autonomia das crianças, em trabalhos de argila, desenho, pintura e outras áreas.
Com as turmas da Educação Infantil, as atividades no Ateliê serão desenvolvidas diariamente. Já os alunos do 1º ano participarão dos projetos uma vez por semana, como explica a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Milene Dorneles. Segundo ela, a ideia do espaço é oferecer atividades que cativem e chamem a atenção das crianças, conforme uma sequência elaboradora pela professora responsável.
“O aprendizado das crianças é inacabado, está sempre evoluindo. Isso nos mostra a importância do responsável por estas atividades em ser um pesquisador, atento às modificações e necessidades para atender um ser tão magnífico e precioso quanto as nossas crianças”, acrescenta.

Responsável pelas aulas do Ateliê da ECSA, a professora Carmem Claudia Pultrini, explica que a diversidade de atividades sempre será bem-vinda ao espaço, uma vez que isto estimula a imaginação e autonomia das crianças. Ela conta ainda que a iniciativa era um projeto antigo da escola e que felizmente está em andamento.
“As turmas são divididas em pequenos grupos até para que eu consiga acompanhá-los melhor. Temos um projeto já em andamento com argila, onde eu mostrei peças do artista plástico João Borges e as crianças soltaram a imaginação. Estão todos encantados com as aulas e gostam muito de estar aqui”, pontua.

As atividades do Ateliê entraram para a grade curricular da ECSA em 2022, sem qualquer custo adicional. Os materiais utilizados são fornecidos pela própria escola.

ECSA apresenta proposta pedagógica e novidades em 1º reunião do ano com pais e responsáveis

Dando início ao calendário de atividades de 2022, a ECSA realizou no dia 19 de fevereiro sua primeira reunião de mães, pais e responsáveis. No encontro, foi apresentado o planejamento pedagógico, a equipe de professores e coordenadoras, além de orientações básicas sobre a rotina de alunos e alguns dos diferenciais e novidades da escola. Na ocasião, as mães e pais presentes também tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e conhecer um pouco mais da estrutura da ECSA.

Entre as novidades para este ano está o Laboratório Inteligência de Vida (LIV), que tem como proposta levar aos alunos situações comuns do dia a dia, trabalhando emoções básicas como alegria, amor, medo, raiva e tristeza.  De acordo com a diretora da ECSA, Márcia Bezerra, o projeto solidifica o que a escola já trabalha há anos, como a mediação de conflitos e a formação ética.

“O LIV traz a importância de valores e o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças. É importante validar os sentimentos nas situações vividas no dia a dia. A ideia é melhorar as relações, olhar para o outro, incluindo isto no planejamento pedagógico das turmas. Fechamos assim, um ciclo importante de desenvolvimento para nossos alunos”, acrescenta.

Mãe de aluno do 2º ano, a Clarissa Figueiredo, foi uma das que gostou do LIV. Segundo ela, a escola já trabalha com este conceito e a tendência agora é ajudar ainda mais no desenvolvimento das crianças. “Meu filha estuda aqui desde o Pré e sempre achei a ECSA muito preocupada com as questões emocionais também”.

Para dar atenção especial a cada responsável pelos alunos, a reunião foi dividida por turmas e períodos, como explica a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Milene Dorneles. Segundo ela, além da apresentação da escola, o encontro também aumenta a aproximação e interação com a família. “A presença de mães e pais hoje foi muito boa. Na maioria das vezes, o contato deles é maior com as professoras regentes, mas é bom que eles conheçam toda a nossa equipe pedagógica e as propostas para o ano letivo”.

Para muitos, era também a primeira visita à ECSA. Como é o caso da Joacy Dias de Arruda, avó de aluno do 1º ano. Ela foi à reunião representando os pais que não poderiam participar e adorou a experiência. “Achei a escola maravilhosa, a equipe é incrível, com boa didática e harmoniosa. Adorei a estrutura e os projetos também. Foi ótimo conhecer a escola do meu neto”.

Bilíngue – Outra proposta nova para a ECSA este ano é a ampliação da grade curricular do programa English Stars, que traz o ensino bilíngue para as turmas da Educação Infantil. A partir de agora, as aulas vão até o 5º ano, com a perspectiva de ampliar até o 9º ano em 2023. A coordenadora do Red Ballon na ECSA, Ana Tereza Winter, pontua que o objetivo é fortalecer o ensino bilíngue na unidade.

“Trabalhamos para que a habilidade em escrita, leitura e compreensão dos alunos seja cada vez melhor. São três aulas semanais, distribuídas em atividades lúdicas, contação de histórias e músicas. Este ano, também trouxemos professores novos e chegaremos até o 9º ano, em breve”.

O diferencial do ensino bilíngue foi o que atraiu Isangela Matos para a ECSA. Este ano seu filho começa a estudar na unidade no Pré. “Recebi indicações e o fato da escola investir no inglês me deixou ainda mais interessada. Ele está adorando as aulas e já se adaptou, mesmo com pouco tempo das aulas”, finaliza.

 

ECSA implanta Laboratório Inteligência de Vida, ferramenta voltada à educação socioemocional

A Escola Chave do Saber (ECSA) implanta em 2022, o Laboratório Inteligência de Vida (LIV), um programa que desenvolve a educação socioemocional e é aplicado em mais de 500 escolas pelo Brasil. Seu objetivo é ajudar as crianças a conhecerem e equilibrarem seus sentimentos e desenvolverem habilidades para a vida. As atividades serão semanais e voltadas especialmente para cada faixa etária.

A diretora da ECSA, Márcia Bezerra, lembra que a intenção da escola sempre foi trabalhar o indivíduo, o ser, de forma integral. “Entendemos que não há uma separação no desenvolvimento dele. Então não há o indivíduo apenas no seu desenvolvimento cognitivo e não há um indivíduo apenas no seu desenvolvimento emocional. É apenas um indivíduo, em seu desenvolvimento global e as habilidades socioemocionais nos ajudam nos desafios do dia a dia, a colocar em prática tudo aquilo que aprendemos”, explica.

Se elas fazem parte do desenvolvimento e são construídas no decorrer da vida, é importante que a escola esteja apta a trabalhá-las com os alunos. Nada mais natural, portanto, que isso faça parte da proposta da escola, seja como parte da socialização, da ação, até mesmo do conteúdo gerado em sala de aula, frisa. “Mas para fazer isso precisamos também de uma orientação, de um trabalho voltado para o professor. Se nós queremos propor isso aos nossos alunos, precisamos trabalhar isso primeiro em nós. É o que o LIV traz como proposta”, frisa Márcia.

Segundo a diretora, diferentes temáticas, do dia a dia, das relações, dos conflitos habituais, são levadas semanalmente para discussão, para reflexão, para escuta e para prática de diálogo. O que é especialmente interessante numa escola “onde trabalhamos o desenvolvimento do senso crítico como parte da formação, mas também o convívio, a aceitação das diferenças, o respeito”. Outro ponto importante destacado por ela é o fato do LIV não trabalhar de forma mecanizada, com atitudes repetidas, incorporadas. “São atitudes, refletidas e, vamos dizer assim, discutidas entre pares, com a mediação de um adulto.”

O conteúdo é adaptado para se encaixar nas necessidades e no perfil de cada escola. “Primeiro eles conhecem a identidade da escola que se candidata, vamos dizer assim. Na entrevista que fazemos, nos contatos iniciais, falamos um pouco daquilo que procuramos, do nosso propósito”, conta Márcia. No caso da ECSA, o LIV vem então para reafirmar e trazer mais subsídios a algo que já faz parte de sua proposta. “A escola sempre trabalhou com disciplina positiva, com mediação de conflitos, reflexão, escuta e diálogo. Mas se ela não tem uma sustentação, um aparato, isso se perde”. Traz estratégias que estão muito dentro do interesse da criança. São histórias, séries, tudo criado e montado especificamente para esse trabalho com base em um know how bastante consistente, finaliza Márcia.

 

Novos alunos falam sobre as expectativas para um novo e diferente ano

O início do ano letivo na Escola Chave do Saber (ECSA) é tradicionalmente um período em que, mais do que aplicar conteúdos, há uma preocupação especial com o acolhimento e a ambientação dos alunos, especialmente os que estão iniciando sua trajetória na instituição. Mas em 2022 há um ingrediente a mais que é a volta ao regime presencial depois de quase dois anos de ensino híbrido. Em meio a rígidas medidas de higienização e proteção contra o coronavírus, o que se vê é uma animação especial dos estudantes e da equipe pela volta ao presencial.

A coordenadora do Infantil ao 1º ano, Milene Dorneles, explicou que os pequenos voltaram às aulas presenciais no dia 26 e agora é a vez dos alunos do Fundamental. “Para nós é uma grande bênção retornarmos com todos este ano. Eles estavam ansiosos, sentindo muita falta dessa interação, do contato com os amiguinhos na escola, estabelecendo laços afetivos e sociais, dialogando e explorando os espaços mais intensamente. ”relatou.

Edlainy Cristina Pinheiro da Silva Batista, coordenadora do Fundamental I, conta que a expectativa é que todos possam estar presentes. “Os dois anos que nós passamos foram muito difíceis, trouxeram uma expectativa muito grande para este ano de 2022. Os alunos querem muito estar na escola”, reforçou. Os benefícios são tanto sociais como educacionais, avalia, lembrando que no Fundamental I o híbrido mostrou não ser 100% eficiente. “É difícil manter a atenção dos alunos, é importante eles estarem aqui, ter esse contato com as professoras, principalmente porque são professoras regentes, ter o convívio social com os outros colegas”, valorizou.

Por mais que seja um dia a dia que equipe e professores conheçam bem, o momento traz novos desafios. “É tudo novo, novamente. É maravilhoso. Que tudo dê certo, que este ano seja repleto de curiosidade, de descobertas e que seja um ano tranquilo, diferente dos outros dois anos que nós vivemos. Principalmente em relação à saúde dos nossos alunos e de todas as outras pessoas”, projetou Edlainy.

Entre os pais o sentimento é o mesmo. João Gabriel Perotto Pagot, pai do João Vicente, do Jardim II, e da Maria Antônia, do Jardim I, afirmou que “a expectativa é muito boa com a aula presencial, as crianças estão precisando desse contato com outras crianças, professores”. Já em relação à ECSA, ele disse que as primeiras impressões são maravilhosas. “Eles estão gostando muito do colégio. A gente conheceu várias escolas e gostamos muito do método, do ambiente, dos professores”, salientou.

Com a palavra, os alunos

Entre os alunos que chegam agora à ECSA a expectativa também se mostrou grande. “Eu acho que vai ser muito legal, é uma escola nova pra mim, acho que vai ser muito produtivo e vou aprender muito”, diz Gabriela Uliana Neis, do 6º ano, que queria muito estudar na mesma escola que a amiga Gabriele Garbelini Farias, do 6º ano. Ela, por sua vez, também se mostrou animada, com um porém: “acho que vai ser muito bom, mas um pouco chato porque uma das nossas amigas não estará aqui”.

O irmão de Gabriela, Rafael Neis, do 3º ano, já estava até fazendo planos. “Me sinto feliz com a volta às aulas aqui na ECSA. Nas escolas o que eu gosto normalmente são as aulas de recorte e colagem. Estou querendo muito experimentar a horta também. Não planto muito, mas às vezes costumo molhar as plantas que minha mãe pede”, contou, aproveitando para demonstrar um outro desejo: “eu estou esperando que todo mundo se dê bem”.

Letícia de Souza, do 9º ano, veio de outra escola e se mostrou bastante animada com a nova fase. “Eu conhecia a ECSA porque tenho uma amiga que estuda aqui e ela falou que era muito legal. Minha mãe também queria que eu viesse para cá porque aqui o ensino é muito bom e a escola acolhe muito a gente”, destacou. Para a colega Letícia Santos, do 9º ano, o clima é de ansiedade, pois trata-se de uma mudança bastante significativa, tanto pelo método de ensino como pela volta ao convívio. “É bem diferente para mim porque eu estudava numa escola Waldorf. Estou ansiosa. Eu conhecia a ECSA porque uma amiga minha que saiu da antiga escola veio estudar aqui e foi por ela que eu fiquei conhecendo”, explicou.

A primeira semana de aulas na ECSA é dedicada a receber os novos alunos. O restante das turmas retorna na segunda-feira (31 de janeiro).

#content -->