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Profissional foi o convidado do 2º ECSA Convida em Cuiabá

“Iniciativa rara e que deve ser aplaudida”. Assim foi definida a 2ª edição do projeto “ECSA Convida” pelo psicólogo, escritor e terapeuta familiar, Alexandre Coimbra, convidado para o evento nesta quinta-feira (06). Ele veio a Cuiabá para ministrar a palestra “Família: Lugar de pertencimento, diferenças e empatia”, que abordou entre outros temas as relações familiares, empatia, comunicação não violenta e disciplina positiva, com o objetivo de discutir as relações familiares e abrir espaço para o diálogo.

De acordo com Alexandre, uma das maiores dificuldades em introduzir e estimular o diálogo dentro do ambiente familiar é o conceito criado culturalmente para designar o papel da família. Segundo ele, ainda hoje há a imagem de “sagrada” ao se retratar pais, mães e familiares.

“A família não é a detentora dos ’10 mandamentos’. É preciso compreender que o mundo vem passando por constantes mudanças, e a sociedade está reaprendendo a conviver, dialogar e, principalmente, se respeitar. A criança tem que ser respeitada na sua individualidade, com o seu corpo, o adolescente precisa ser ouvido e não encarado como alguém que só contesta ou questiona. Os pais devem urgentemente se conectar mais com seus filhos, ou seja, tem muita coisa a ser feita”, disse.

Em relação às mudanças na sociedade, o psicólogo citou as novas configurações familiares que têm promovido também a inserção de diferentes e mais recentes discussões. Neste sentido, ele menciona a escola como um dos locais em que este diálogo deve acontecer.

“Cada vez mais vemos famílias ‘diferentes’. Há casais homoafetivos, mães e pais solo, famílias formadas por filhos de casamentos anteriores, adolescentes criados por avós, tios, enfim, as relações são muito diversas e as famílias também. Eu vejo a escola como um espaço para naturalizar estas diferenças, tanto para as crianças quanto para os adultos”, pontua.

A palestra foi acompanhada pela equipe de professores da Escola Chave do Saber (ECSA), pais e alunos da unidade e o público em geral. Ao final da apresentação, Alexandre propôs como reflexão que as famílias avaliassem quais são os desafios para construir uma família com afeto, amor e sem violência. O psicólogo ainda classificou a “palmada” como uma das expressões da cultura da violência que deve ser excluída como prática de educação de crianças.

“Bater no seu filho não traz benefício algum para ele e nem para você. Com o tempo, a criança vai assimilando que apanhar faz parte do processo e isto segue por toda a vida, refletindo na fase adulta e nas relações que ela terá. Daí vemos casos de machismo, violência contra a mulher, abusos e outras formas de violência que na verdade começaram lá atrás, ainda na infância”, explica Alexandre.

Diálogo – Realizado pela Escola Chave do Saber, a 2ª edição do “ECSA Convida” é uma iniciativa voltada para a promoção de debates no ambiente escolar, com a participação de pais, filhos, educadores e sociedade em geral. Diretora da Geral, Márcia Bezerra, diz que o objetivo da instituição é fazer da escola também um local para o diálogo familiar, além de aproximar mais pais e filhos.

“A escola tem um papel muito importante na formação educacional, emocional e comportamental das crianças, e precisamos da presença dos pais neste processo. Até porque, hoje em dia há temas que precisam ser debatidos dentro e fora de casa. Por isso abrimos as portas da escola para estas discussões”, acrescenta Márcia.

Convidado para o evento, Alexandre Coimbra elogiou a iniciativa dizendo que debates nestes moldes ainda não são tão frequentes, mas precisam ser. “Parabenizo demais instituições de ensino que se preocupam com este tipo de discussão. São encontros que por serem raros até este momento merecem ser aplaudidos e apoiados”, finaliza o psicólogo.

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

Fotos: Allan Galhardo

ECSA passa a oferecer metodologia maker aos alunos do Infantil

Dando continuidade ao ensino maker, que utiliza recursos tecnológicos, robótica e informática em sala de aula, a Escola Chave do Saber (ECSA) ampliou a metodologia para os alunos menores. A partir de 2020, as turmas do Jardim II e Pré (Educação Infantil) também contarão com aulas semanais na Sala Tech, por meio do programa Mind Makers.

Na Sala Tech, os alunos podem colocar em prática o que veem na sala de aula e pesquisar no Laboratório de Ciências, se tornando protagonistas do aprendizado, sob a atenta supervisão dos professores de robótica, eletrônica e iniciação científica.

Este é o terceiro ano de desenvolvimento do método maker (faça você mesmo) de ensino na ECSA. A coordenadora da Sala Tech, Mara Tereza dos Santos, explica que desde o início o objetivo da escola é estender gradativamente a metodologia a todas as turmas, para que as adaptações de acordo com a faixa etária e necessidades sejam compreendidas.

“Começamos oferecendo a Sala Tech do 2º ao 9º ano, depois passamos para o 1º ano e agora chegamos até o Jardim II. Para cada turma, as aulas são diferentes, estimulando sempre o protagonismo, além de unir o conteúdo da sala de aula com as atividades no laboratório”, acrescenta.

Para atender a nova demanda, a ECSA investiu também em melhorias na estrutura da Sala Tech. Uma das novidades que promete agradar os pequenos do Jardim II e Pré será o uso de um robô nas aulas. De forma lúdica, ele participará das atividades junto das crianças, com exercícios, brincadeiras e jogos educativos.

“Percebemos ao longo desses anos o quanto a Sala Tech tem contribuído com o desenvolvimento dos alunos em diferentes áreas. Para muitos é o primeiro contato com a robótica, informática, engenharia, entre outras disciplinas. Vale ressaltar que o tempo todo são eles quem executam tudo. O papel dos professores é de conduzir e orientar as turmas nas atividades e exercícios, o que dá ainda mais autonomia às crianças”, destaca Mara.

Em 2020, outra novidade é a inclusão de aulas na oficina de robótica diferenciada no período vespertino para as turmas do Integral 3 e 4, chegando a duas aulas semanais de conteúdo maker. As atividades acontecem na Sala Tech e no Laboratório de Ciências da ECSA, espaços que contam com aparelhos, instrumentos e máquinas voltados à iniciação científica, processos de investigação e criação.

Mind Makers

 É um programa que visa desenvolver o pensamento computacional, despertando o raciocínio lógico por meio do uso de dispositivos digitais, robótica, mecânica e outros. Fortalece ainda a criatividade, capacidade de resolução de problemas, tomadas de decisões e autoconfiança, por exemplo.

Semana Pedagógica prepara ECSA para mais um ano de grandes novidades

O início das aulas está próximo: dia 3 de fevereiro. Então é o momento de preparar-se para receber os alunos, algo que é tratado com muito cuidado e responsabilidade na Escola Chave do Saber (ECSA). Direção, professores e equipe administrativa estão reunidos desde a segunda-feira (20 de janeiro) na Semana Pedagógica, cujo objetivo é promover o alinhamento e o planejamento das ações para 2020 e, em especial, o primeiro semestre do ano.

Como já se tornou tradicional na ECSA, a atividade é sempre marcada por novidades, entre elas o início do Semi-Integral, a conclusão de obras de reforma e acessibilidade, adequação das dependências da escola, e ainda o Mind Maker – aulas de computação e robótica para alunos do infantil, uma vez na semana. “É um período inicial fundamental ou que fundamenta grande parte do ano letivo”, define a diretora Marcia Bezerra.

Segundo a diretora, é necessário ter um momento para falar sobre o que a escola faz, fez e pretende fazer, alinhando as pessoas em um mesmo objetivo. Uma oportunidade de deixar todos cientes e seguros de que, mesmo que dificuldades aconteçam ou apareçam no decorrer do trabalho, existe um grupo por trás para fortalecer, para ajudar, para estender a mão e para reorganizar as tarefas. “Porque isso traz a força necessária para a execução de projetos, de estratégias, ou de práticas que precisam ser revistas, mudadas de tempos em tempos”, frisa.

Atuando na escola desde 2007, a professora Márcia Adriana Mesquita Santos, do 3º ano do Fund. I, reforça a importância da Semana Pedagógica. “É o momento de compartilhar nossas ideias e as nossas metas para o ano que está vindo”, define. Mas em se tratando da ECSA um ano nunca é igual ao anterior, lembra ela. “A cada ano que nós entramos encontramos algo novo, que deixa a escola mais bonita, mais leve e isso encanta todo mundo. A ECSA pensa em cada detalhe, é diferenciada, pensa em cada criança, cada aluno. Então esse carinho, essa atenção, a identificação das particularidades de cada criança, é o diferencial que a ECSA tem, que é muito bom”, salienta.

Ainda mais antigo na ECSA – em 2020 faz 26 anos de casa -, o inspetor-chefe Claudio Alves da Silva afirma que a qualidade no ensino da instituição está intimamente ligada com esse planejamento. “Quando a direção traz esse planejamento, essas reuniões, ela nos chama a atenção para abraçar essa causa. Para que, assim, a gente possa apresentar um trabalho, um desempenho adequado com a qualidade da escola”, diz. “Quando falamos dessa dedicação, dessa qualidade, estamos falando de um todo. Pedagógico, operacional, administrativo, todos alinhados”, observou.

 

Pau e Prosa Comunicação

Fotos: Helder Faria

 

Psicólogo do programa Encontro com Fátima Bernardes vem a Cuiabá para bate-papo

Alexandre Coimbra discutirá os desafios na construção da família

Debater as diferenças e papéis de cada indivíduo dentro de uma família é um dos temas estudados pelo psicólogo, escritor e terapeuta familiar e de casais, Alexandre Coimbra, há pelo menos duas décadas. O profissional é o convidado para ministrar palestra gratuita na 2ª edição do “ECSA Convida”, no próximo dia 06 de fevereiro, em Cuiabá. As inscrições já estão abertas e são gratuitas.

Depois do sucesso da 1ª edição, em novembro de 2019, a direção da Escola Chave do Saber (ECSA) investiu na organização de mais um evento voltado para a discussão entre pais, alunos e educadores sobre diferentes temas. Dessa vez, o nome escolhido é de Alexandre Coimbra, psicólogo que pode ser visto semanalmente na TV, como um dos integrantes do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo.

O tema abordado por Coimbra será “Família: Lugar de pertencimento, diferenças e empatia”, com o debate sobre os desafios no processo de formação de uma família. A palestra é gratuita e acontecerá no auditório da ECSA, a partir das 19h.

As inscrições podem ser feitas AQUI e estão abertas a pais, educadores e comunidade em geral.

SERVIÇO

 O quê: Palestra “Família: Lugar de pertencimento, diferenças e empatia”, de Alexandre Coimbra

Quando: 06 de fevereiro (sexta-feira), às 19h

Local: Auditório da ECSA (Rua José da Silva Monteiro, nº 5, bairro Miguel Sutil)

Inscrições gratuitas – Clique aqui

 

 

Pau e Prosa Comunicação

ECSA passa a oferecer ensino Semi-Integral e Integral até o 6º ano

A Escola Chave do Saber (ECSA), que em 2019 passou a oferecer ensino Integral, este ano coloca à disposição dos pais também o Semi-Integral. Com uma carga horária menor, a nova modalidade contempla o mesmo objetivo, que é o de oferecer atividades extras em relação ao regular que proporcionem aos alunos um desenvolvimento ainda mais completo.

A criação do Semi-Integral veio em função de uma procura dos próprios pais por horários mais flexíveis, explica a diretora da ECSA, Márcia Bezerra. Então, os alunos entram às 9h e têm, no período matutino, a formação em uma segunda língua, no caso o Inglês com o Red Balloon, acompanhamento de tarefas e atividade esportiva. Em função do tempo menor, eles deixam de ter atividades como as oficinas criativas, que fazem parte do Integral, salienta.

O almoço acontece junto com o Integral e à tarde os alunos vão para as salas de aula do ensino regular. Após almoçar, eles têm o tempo para higienização e relaxamento, para depois entrar em sala para estudar normalmente e sair junto com todos os outros colegas, às 17h45. “A proposta vem de uma demanda das famílias, mas com o mesmo conceito do Integral, de garantir que as crianças tenham uma qualidade de trabalho, de desenvolvimento, em menos horas”, reforça Márcia.

A diretora informa que já há uma sala formada para o Semi-Integral e quatro de Integral, o que considera uma boa procura para um primeiro ano de oferta da modalidade. “O Integral foi uma grata surpresa. Acredito que o grande impacto foi realmente a escolha da grade. Ela tem uma qualidade que é colocar a criança em contato com profissionais específicos. Os professores que desenvolvem o Integral são do regular, são pedagogos formados e têm a ajuda de estagiários. Apesar de não se tratar do ensino formal, os alunos ficam o tempo todo sob os cuidados de pessoas habilitadas”, frisa.

As aulas para todas as turmas da ECSA começam no dia 3 de fevereiro. Os menores, no entanto, são recebidos a partir do dia 29 de janeiro, no regular, para que passem por um período de adaptação. No dia 31 de janeiro, começam as crianças novas, que foram matriculadas este ano, a fim de que tenham uma atenção especial de todos da escola, informa a diretora.

Eco ECSA Day promove a consciência ambiental e sustentabilidade entre crianças

“Não imaginava que uma calça jeans poluía tanto o meio ambiente”. A descoberta é do Matheus Morestchi, de 11 anos, aluno do 6º ano da Escola Chave do Saber e que apresentou um trabalho sobre o tema na 1ª edição da Eco ECSA Day, realizado nesta sexta-feira (29). O projeto encerra o calendário anual de atividades da escola voltadas para a consciência ambiental e sustentabilidade.

O trabalho sobre os prejuízos causados ao meio ambiente devido à produção de calça jeans foi um dos temas explorados pelas turmas. As apresentações abordaram também a reciclagem, com o uso de materiais descartados para confecção de objetos, peças artísticas, móveis e brinquedos, consumo consciente, preservação da fauna e flora, entre outros. Além dos trabalhos dos alunos, a Eco ECSA Day contou com apresentações dos parceiros Eco Descarte e Teoria Verde.

Uma das atividades organizadas com os alunos foi a intervenção “Monstros do Lixo”, apresentada pelo grupo de teatro SpectroLab durante à tarde. A performance faz uma crítica ao consumo de plásticos e o impacto dos resíduos no meio ambiente, afetando a vida de animais e dos seres humanos. Para a atriz Milena Machado, a consciência ambiental de muitos alunos foi o que mais a impressionou. Durante o dia, o grupo também realizou oficinas de máscaras com as turmas do Infantil, 1º e 2º ano do Fundamental I.

“Vi alguns trabalhos e apresentações e achei tudo muito legal. A iniciativa da escola é excelente por levar o tema da reciclagem, da coleta de lixo, sustentabilidade com crianças tão pequenas. É importante também incentivá-los a espalhar estas informações em casa, com os amigos e familiares”, disse.

O pai do pequeno Yuri, do 1º ano, Rogério Okawa sabe bem como é ter uma criança com consciência ambiental em casa. Ele relata que nas últimas semanas devido à participação do filho nos trabalhos para a Eco ECSA Day, a família toda foi mobilizada para separar caixas de papelão, plástico e outros materiais.

“Além de explorar a criatividade dele, a participação no projeto o fez conhecer mais sobre preservação ambiental, reutilização e outros conceitos. Esta postura desde cedo pode ajudar no futuro”, completa Rogério.

A programação do Eco ECSA Day contou ainda com apresentações teatrais e musicais, incluindo instrumentos produzidos com material descartado, rodas de conserva sobre coleta seletiva de lixo, descarte ecológico e reciclagem. Também foram oferecidas oficinas de permacultura.

Fotos: Júnior Silgueiro

Palestra sobre Parentalidade Positiva marca 1ª edição do “ECSA Convida”

Os erros, acertos, dúvidas e incertezas na educação de crianças foram alguns dos temas abordados pela educadora parental, Lua Barros, na 1ª edição do “ECSA Convida”, na noite desta terça-feira (26), em Cuiabá. O bate papo reuniu cerca de 150 pessoas, entre mães, pais e educadores, que tiveram a oportunidade de refletir sobre a criação de seus filhos e alunos, além da importância do diálogo nestas relações.

A conversa teve como base conceitos da Parentalidade Positiva, uma corrente filosófica criada a partir da década de 60 que estimula a relação entre crianças e adultos com mais respeito, diálogo e compreensão. Esse abordagem busca ainda um equilíbrio entre a educação autoritária e a permissiva. Para Lua, não há mais espaço na sociedade atual para nenhum destes modelos.

“Nós estudamos para tudo nessa vida e por qual motivo não estudamos como criar nossos filhos? Este pensamento de que basta seguir o instinto, que é só mandar que a criança obedece, não funciona mais hoje. As relações mudaram e continuam mudando. É preciso olhar para as necessidades da criança, ouvir o que ela quer, conversar sobre isso e prestar atenção às suas emoções”, pontua a educadora parental.

Durante o bate papo, Lua, falou sobre a importância do diálogo entre pais e filhos. Na Parentalidade Positiva, a escuta de crianças é fundamental para o entendimento nas relações, pois oferece aos menores não só a sensação de serem ouvidos, como desperta o interesse em também ouvir. “Já fui abordada por pais que contam, ‘mas eu falo, falo, falo e meu filho não obedece’. É justamente por isso!  Muitas vezes os pais só falam, eles não escutam. Isso não é diálogo”, acrescenta.

A vinda da educadora parental a Cuiabá surgiu da descoberta da Escola Chave do Saber sobre o seu trabalho. De acordo com a diretora da unidade, Márcia Bezerra, a profissional é uma inspiração para os educadores da unidade, principalmente, por focar sua atuação nas relações entre crianças e adultos.

“O nosso propósito educacional é que os alunos entrem na ECSA ainda pequenos e cheguem até a adolescência sendo acompanhados. Por isso, conhecê-los desde crianças é tão importante”, disse Márcia.

Nascida em Pernambuco e moradora de Brasília (DF), Lua Barros conheceu a Parentalidade Positiva quando já era mãe de três filhos e ficou grávida pela quarta vez. Com o tempo, o que era estudo transformou-se em profissão e hoje a educadora ministra cursos, palestras e workshops pelo Brasil. O conceito foi aprimorado com a formação pela Posivite Discipline Association (EUA) e uma pós-graduação na Escola da Parentalidade, na cidade do Porto, em Portugal.

“Ser mãe parecia muito fácil, até que deixou de ser. Pensei ‘ou eu mudo as coisas em casa ou vou enlouquecer’. Daí fui estudar, buscar alternativas e compreender a maternidade e as relações com os meus filhos. O caminho é árduo, mas sempre há tempo de começar”, conta.

Mudanças – Além de abordar as relações entre pais e filhos, a Parentalidade Positiva também abrange o trabalho de educadores e cuidadores nas escolas. Lua Barros explica que assim como é para os pais, os educadores também encontram dificuldades na relação com as crianças.

“O educador não está mais em um púlpito. Ele tem que rever o seu papel na vida das crianças e este papel deve contar com diálogo. Não cabe mais ao educador a função de controlador. Hierarquia não deve estar relacionada a autoritarismo ou imposição, é uma relação de respeito mútuo”, reforça a educadora.

A diretora da ECSA, Márcia Bezerra, acredita que a mudança no comportamento dos profissionais é mais estimulada em escolas que colocam a criança no centro, como protagonista. Segundo ela, o modelo de educação que restringe os alunos já está ultrapassado. “Hoje, a criança ouve, mas quer falar também. Isto contribui com o desenvolvimento mais saudável, adequado e feliz. A escola que compreende os benefícios disso está ajudando na formação deste novo modelo”, finaliza Márcia.

 

Foto: Helder Faria
Fonte: Pau e Prosa Comunicação

Lançamento de livro em homenagem a Cuiabá marca 1ª ECSA Literária

No ano em que completa três séculos, Cuiabá ganhou 182 poemas em sua homenagem escritos por alunos do Fundamental II, da Escola Chave do Saber. Os textos fazem parte do livro “Cuiabá em rimas e versos”, lançado na noite desta sexta-feira (22) no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A iniciativa compõe a 1ª edição da ECSA Literária, que visa promover produções textuais de diferentes gêneros entres os estudantes.

A coordenadora do projeto e professora de Língua Portuguesa, Quezia Mary Reis, explica que a publicação do livro é resultado de um semestre intenso de trabalho e muitas aulas, visando “transpor os muros da escola”. A atividade foi realizada com as turmas do 6º ao 9º ano. Além da homenagem à Cuiabá, a ideia também contribuiu com o desenvolvimento textual dos alunos e a expressão de seus sentimentos.

“O poema vem da alma, explora nossa sensibilidade e isto entre os alunos é muito importante. Assim que eu apresentei o projeto, tive total apoio da gestão e já iniciamos as rodas de conversa sobre o tema, com aulas de história, gastronomia, fauna e curiosidades a respeito da cidade”.

Para a diretora da ECSA, Márcia Bezerra, o projeto marca um importante passo da escola em prol da cultura e construção da identidade dos alunos. Durante sua fala, depoimentos de alguns dos estudantes autores do livro foram exibidos em vídeo. “Esta é a primeira edição do ECSA Literária e esperamos contar sempre com a participação e interesse dos estudantes, como aconteceu desta vez. Começamos um projeto que resultou na publicação de um livro. Isto é muito importante e será lembrado para sempre”.

Como parte da programação, o Coral da UFMT se apresentou no palco, com canções em homenagem à Cuiabá. A performance foi acompanhada e aplaudida pelos alunos e familiares. A noite de lançamento contou ainda com uma sessão de autógrafos, onde os jovens autores tiveram a oportunidade de assinar seus livros e entregá-los aos amigos e familiares presentes.

Um dos pequenos autores é Santiago Abel, de 12 anos, que se despede da ECSA no ano que vem. O garoto, que veio do Equador para o Brasil há cinco anos, diz que se inspirou na saudade que sentirá de Cuiabá para escrever seu poema e aproveitou para agradecer pelos amigos brasileiros que ganhou na escola.

“A ECSA fez de tudo para que eu me sentisse melhor. Sendo estrangeiro, poderia ter tido dificuldades de estudar aqui, mas não. Sentirei muitas saudades disso e das alegrias que Cuiabá me deu”, conta.

O livro “Cuiabá em rimas e versos” é uma produção da ECSA e as unidades podem ser adquiridas diretamente na secretaria da escola.

 

Mostra Tech Científica da ECSA apresenta 98 trabalhos feitos pelos alunos

Em junho deste ano, os alunos da Escola Chave do Saber (ECSA) superaram as expectativas e apresentam 94 projetos na Feira de Ciências e Arte (Feiciarte). Poucos meses depois, eles foram além e na Mostra Tech Científica, um desdobramento da feira, chegaram a 98 trabalhos. E este aumento não foi o único fato marcante do evento, realizado nesta terça-feira (19 de novembro). Os estudantes conseguiram avançar tanto em termos de criatividade como de uso das tecnologias disponíveis.

O resultado encheu de orgulho a equipe da Sala tech e, em especial, a coordenadora do espaço, a professora Mara Tereza dos Santos. “O segundo ano da Sala Tech mostrou para os alunos o quanto é importante a questão da tecnologia no processo de aprendizagem e o quanto eles percebem a importância dela”, analisou. Em junho, lembrou ela, os alunos já haviam conquistado um resultado fantástico e percebemos que queriam fazer ainda mais. “No segundo semestre, quando o tema foi aberto para inovação dentro do conteúdo de sala de aula, a criatividade deles aflorou de tal forma que ultrapassamos, chegando quase a 100 projetos”, comemorou.

São máquinas de suco, de lavar e de milk-shake, liquidificador, robô aranha, maquetes de cidades e aeroportos com iluminação, postas com carros controlados via celular. “A cada projeto eu vi uma inovação. Antes, usávamos um motor no projeto, hoje temos projetos com dois servo-motores e eles estão mexendo com potenciômetro. O 3º ano, que só fazia ligação positiva/negativa e um circuito de led simples, neste semestre apresentou trabalhos com dois ou três motores, baterias de 3 a 12 volts”. Quer dizer, eles não precisavam apenas de mais potência para seus projetos, mas também ter o poder de controlá-los. “Tivemos um aumento de controles remotos nesse segundo semestre de 50%. Antes eram só conectados. Mais um desafio conquistado”, festejou.

A alegria pelo resultado também era visível nos pequenos cientistas. Lavínia de Carvalho Barros, do 5º ano, fez grande sucesso com a Máquina de Milk-shake, que atraiu muita gente. E olha que o grupo, formado também por João Pedro, Pedro e Luciana, havia tido outras ideias que acabaram esbarrando na falta de equipamentos que dessem conta da criatividade deles, como óculos de realidade virtual e máquinas de sorvete.

Já Ana Julia Neves, também do 5º ano, fez um projeto de satélite espião que orbitaria a Terra fazendo imagens. O objetivo, explicou ela, era principalmente proporcionar segurança. Fascinada por galáxias, a aluna já tinha feito trabalhos sobre satélite e sobre a Terra, mas nada tão elaborado. “Demorou bastante tempo para conseguirmos um servo-motor certo para dar o movimento e no fim deu tudo certo”, contou, satisfeita.

Os pais e avós gostaram bastante do que viram. Ivanowa Quintela, mãe do Tomaz, do 4º ano, e do João Pedro, do 5º ano, elogiou a iniciativa. “As crianças ficam bastante envolvidas e a gente percebe que eles estão realmente aprendendo coisas que vão levar para o resto da vida. Vejo muita motivação e o resultado é maravilhoso”, analisou. Para ela, os resultados são inusitados. “A gente não tem notícia de escola que tenha esse tipo de trabalho com o aluno. Eles colocam o que veem na realidade aqui nos trabalhos. Coisas que trazem da vida e aplicam aqui, de forma bastante precoce, porque eles são muito jovens”, destacou.

Serly Marcondes Alves, avó da Ana Carolina Franco, do 2º ano, considera a proposta da escola criativa. “Tem muita coisa que eles mesmos montaram, tudo automatizado e funcionando. Achei maravilhoso. Eles estão muito interessados nessas questões de invenções e isso é muito bom, abre um leque de possibilidades para as crianças”, identificou. “Estou muito encantada e feliz, gosto muito desta escola por conta disso. Sempre tem uma novidade, está sempre desafiando a criatividade da criança”, acrescentou.

Serly também enalteceu a oportunidade dos pais e responsáveis dos alunos poderem participar. “Me dá possibilidade de saber o que estão fazendo, que estão aproveitando a tecnologia de forma positiva, não só presos ao celular, à televisão. Estão aprendendo que a tecnologia é algo favorável. Eles veem que podem realizar”, constatou.

 

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

Foto: Helder Faria

 

Halloween da ECSA promove imersão na cultura dos países de língua inglesa

Fantasmas, personagens de filmes de terror, aranhas, morcegos, teias e fantasias de todos os tipos ganharam o corredor do programa Red Balloon da Escola Chave do Saber (ECSA) nesta sexta-feira (1º de outubro). Tudo isso para celebrar o Halloween (31 de outubro), como uma forma de exercitar outro idioma e promover uma imersão na cultura dos países de língua inglesa, com direito a participação de cosplay do famoso Pennywise, do filme “It: A Coisa”.

A coordenadora do Red Balloon e do programa de ensino bilíngue da ECSA, Fernanda Souza, explicou que a ideia era fazer com que todos os anos participassem, apenas diferenciando as brincadeiras de acordo com a idade de cada turma, com atividades mais lúdicas para os pequenos e mais significativas para os maiores.

“Estamos promovendo este evento de Halloween, onde todos os alunos da escola são convidados, porque a intenção é que eles tenham uma imersão cultural, não são só dos Estados Unidos, mas Inglaterra, Austrália”, exemplificou. O objetivo é que, a partir desse conhecimento sobre a cultura estrangeira, eles se interessem pelo inglês, acrescentou a professora. “Não é só uma matéria, é um instrumento de comunicação com o resto do mundo”, frisou.

Para deixar o Halloween da ECSA ainda mais característico, a festa contou com uma participação muito especial. A cosplayer profissional Renata Ito de Araújo fez uma aparição como uma versão feminina do personagem Pennywise, da franquia cinematográfica “It: A Coisa”. Além de acompanhar as brincadeiras ela esteve à disposição dos alunos para fazer fotos.

A criançada, claro, aproveitou bastante a oportunidade. “Está muito legal, é muito divertido e estou gostando das brincadeiras que estamos fazendo”, elogiou Nicole Manteli de Miranda, do 4º A. Para ela, é um momento interessante porque as crianças podem se fantasiar e brincar de “guloseimas ou travessuras”. “O que eu acho mais legal do Halloween são os doces, e gosto de me fantasiar e de emprestar as fantasias das minhas amigas”, revelou.

Vitor Von Atzingen da Rocha, do 4º B, também gosta da tradicional festa porque assim pode interpretar personagens e de quebra ganhar uns doces. Fantasiado como o serial killer do filme Pânico, ele vê como uma maneira interessante de exercitar outra língua. “É legal porque a gente aprende um pouco de inglês, da tradição americana”, disse.

Já Gabriela Gomes, do 5º ano A, que estava caracterizada como zumbi, confessou que gosta do Halloween para assustar as pessoas. “Gosto de dar susto, por causa da reação das pessoas. Gosto de filmar e ver a reação delas”, contou a aluna que diz ser fã de séries como “Walking Dead”. E quem demonstrou ser grande fã da tradição foi mesmo Beatriz Queiroz, do 5º A. “Estou amando, foi o melhor Halloween que eu tive até agora. Brinco muito com meu irmãozinho, a gente brinca muito de pirata, sereia. O legal do Halloween é que dá para fantasiar. A minha eu mesma escolhi, é de pirata”, informou, entusiasmada.

Fonte: Pau e Prosa Comunicação
Foto: Júnior Silgueiro
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