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Conscientização e sustentabilidade foram alguns dos conceitos trabalhados pelas turmas do 6º e 7º ano durante as aulas na Sala Tech. Os projetos fizeram parte da Mostra Científica da ECSA e apresentados na última semana para toda a escola. Em sua maioria, os projetos utilizam técnicas do ensino maker e a iniciação científica para serem elaborados, ampliando o aprendizado das turmas.

Coordenadora da Sala Tech da ECSA, a professora Mara Tereza dos Santos, destaca que além de aliar conhecimentos de ciências e tecnologia, a metodologia maker também estimula o desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos, contribuindo com sua preparação e crescimento de forma mais significativa.  “Na Sala Tech sempre trabalhamos com dois professores, sendo uma para iniciação científica e outro do movimento maker. A ideia é contemplar os conhecimentos das áreas na elaboração dos projetos”.

Este ano, entre os trabalhos de destaque da Sala Tech estiveram projetos como a construção de um barco movimentado com energia solar, a criação de um dispositivo que indica a destinação correta para a coleta seletiva e uma mini geladeira. Professor de robótica a geografia na Sala Tech, Helton Sodré, participou da produção de alguns destes trabalhos. “As turmas também construíram maquetes de estações de água e esgoto utilizando materiais reciclados. Aliás, na maioria dos trabalhos foram usados produtos descartados, trabalhando a conscientização e sustentabilidade com os conceitos do makere arduíno”.

Um dos diferenciais da ECSA, a Sala Tech conta com aulas semanais voltadas à iniciação científica, processos de investigação e criação com o uso da metodologia maker. O objetivo é trabalhar várias áreas do conhecimento com melhor aproveitamento de recursos tecnológicos.

Roda de capoeira agita quadra de esportes da ECSA

Alunos das turmas do Integral e Semi-Integral de capoeira da ECSA participaram de uma apresentação especial sobre a luta africana nesta quinta-feira (18). A atividade, realizada em alusão ao Dia da Consciência Negra, contou ainda com a presença de integrantes do grupo Capoeira VIP, fundado pelo mestre Visk. Desde 2020, a modalidade integra a grade curricular do Integral e do Semi.

A responsável pelo segmento Semi-Integral e Integral, Cleide Nunes, explica que o objetivo é despertar o interesse das crianças na cultura africana, por meio da capoeira. Segundo ela, o esporte carrega também um pouco da história negra e isso deve ser compartilhado desde cedo. “A capoeira não é só um esporte e é importante que eles saibam disso. Tem dança, música e cultura, algo que enriquece a vida deles também”.

Para a apresentação especial, o mestre Visk convidou alguns dos integrantes do Capoeira VIP, grupo fundado por ele há 23 anos em Cuiabá. Eles também apresentaram o Maculelê, uma outra dança inspirada na luta africana que utiliza bastões e chama a atenção pelas vestimentas especiais, saltos e palmas.

“Jogar capoeira desenvolve o equilíbrio, flexibilidade, reflexo, agilidade, força, melhora a capacidade de atenção e o aspecto físico também. Mas antes de tudo é uma manifestação cultural dos povos africanos, o que respeitamos muito”.

Com muita música e dança, os alunos da ECSA se divertiram e aprenderam um pouco mais com os integrantes experientes do Capoeira VIP. Sobre a iniciativa, o mestre Visk elogia o apoio da escola ao esporte. “Começamos este trabalho no ano passado, e infelizmente, tivemos que parar por conta da pandemia. Retornamos com as aulas e já temos mais de 50 alunos. A ECSA abraçou mesmo a causa e isso faz toda a diferença”, finaliza.

 

Gincana da ECSA desperta espírito esportivo e solidário das crianças

Olhos atentos, gritos de comemoração e muita torcida tomaram conta da quadra de esportes da ECSA nas últimas semanas durante a 35ª Gincana da escola. Na sexta-feira (12), as turmas encerraram a rodada de jogos. Desde outubro, os estudantes se enfrentaram em disputas de futsal, além de participarem de outras atividades físicas paralelas ao torneio. Um dos eventos mais tradicionais da ECSA, a Gincana conta ainda com uma competição pelo maior volume de doações arrecadadas. Os donativos serão entregues a instituições sociais de Cuiabá e Várzea Grande.

Autor de três dos quatro gols da turma do 3º ano do Fundamental, o Gabriel Arruda, quer ser jogador de futebol quando crescer. Aos 9 anos de idade, o garoto diz que “já é um craque” e por isso garantiu a vitória da sua sala na Gincana. “Ano passado não pudemos jogar. Eu brincava sozinho em casa. Quando soube que teria Gincana na escola este ano fiquei muito empolgado para jogar”.

Os jogos da Gincana obedeceram a todos os protocolos de biossegurança, com as crianças usando máscaras de proteção, distribuição de álcool em gel e o controle da temperatura corporal. Além disso, as turmas foram distribuídas de forma a evitar aglomerações na quadra, conforme explica uma das responsáveis pela organização, a professora de Educação Física da ECSA, Juliana Oliveira. “Foram quatro semanas de jogos, sempre às sextas-feiras e com a limitação de alunos na quadra. A ideia é oferecer a oportunidade para eles praticarem atividades físicas e também o estímulo à competição saudável”.

Uma das mais animadas na torcida era a Maísa Oliveira Duemes. Aluna do 3º ano do Fundamental, ela não poupou a voz para empurrar o time dos meninos da sala, que jogavam contra outra turma. Com o encerramento da disputa masculina, foi a vez das meninas entrarem na quadra para jogar. “Eu torço, grito e jogo também. É muito divertido!”.

Doações – Tradicional evento da ECSA, a Gincana também promove a solidariedade entre as crianças, por meio da campanha de arrecadação de alimentos, calçados e roupas. Há meses, as turmas vêm se esforçando para levar a maior quantidade de doações para a sede da escola. Os donativos podem ser entregues até sexta-feira (19), quando serão distribuídos para mais de 10 instituições previamente cadastradas pela escola.

Alunos do Red Balloon se fantasiam para festa de Halloween na ECSA

Fantasias, personagens de séries e desenhos animados, e tudo o mais que a criatividade pode inventar, fez do Halloween da ECSA uma festa na última sexta-feira (26). Considerado o “Carnaval” nos Estados Unidos, a data remete ao Dia das Bruxas e também marcava o final do verão para os antigos povos celtas. Mantendo a tradição, a ECSA propôs um dia diferente para as turmas, com atividades especiais para os alunos do Red Balloon.

As amigas Gabriela Porto e Sophia Ribeiro, do 7º ano, pensaram na mesma fantasia para curtirem o Hallowen. Alunas do Red Balloon, elas estavam vestidas de “serial killers” e elogiaram a decoração da escola, que contava com aranhas e baratas de plástico, abóboras e outros símbolos da tradicional festa. “Estou adorando as brincadeiras e jogos! Fazia tempo que queríamos curtir assim na escola. Está incrível!”, disse Sophia.

Quem também curtiu as brincadeiras foi o Pedro Peterlini, do 6º ano. Para a festa ele escolheu ir de zumbi, incluindo manchas de sangue falsas pelo corpo e a roupa toda rasgada. “Adoro filmes de zumbi e achei legal vir assim. É ótimo ter uma festa de Halloween assim. Ano passado não tivemos e eu queria muito”.

Para a diretora geral da ECSA, Márcia Bezerra, a memória afetiva de eventos como o Halloween é algo extremamente positivo para as crianças. Por meio das brincadeiras e fantasias elas têm a oportunidade de explorar o lado lúdico ao lado de seus colegas. “É também uma experiência de pertencimento e de interação entre as crianças. Pensar numa fantasia, customizar, brincar na escola são momentos que ficam para sempre na memória deles. Além de ser também uma atividade que resgata a cultura americana, algo que as turmas do Red Balloon estudam com frequência”.

A festividade contou com atividades em três momentos para as turmas do Maternal ao 9º ano, pela manhã, à tarde e no início da noite. A coordenadora do Red Balloon, Ana Tereza Winter, explica que para cada faixa etária foram propostas brincadeiras diferentes, como o “Among us”, fabricar a própria massinha, poções mágicas, games e fliperama. Já na parte da noite, para as turmas do 5º ao 9º ano, a festa teve uma sala de Escape Room, com desafios em inglês e uma pista de dança com DJ.

“Tivemos todo o cuidado com a quantidade de alunos por espaço, além de reforçar com eles o uso de máscaras. É o segundo evento presencial do Red Balloon na ECSA, uma festa que eles esperam muito para acontecer. As atividades também oportunizam a prática do vocabulário em inglês e aumenta a interação entre eles”.

Um dos diferenciais da ECSA, o Red Balloon é um programa bilíngue oferecido para as turmas da Educação Infantil ao 9º ano. Com aulas em inglês, são desenvolvidas atividades lúdicas para que os alunos adquiram fluência no segundo idioma.

Turmas do Ensino Fundamental I apresentam trabalhos na Mostra Literária e Exposição da ECSA

Aconteceu na última sexta-feira (29) a Mostra Literária e Exposição 2021 das turmas de 1º e 2º anos do Ensino Fundamental I da ECSA. A atividade apresenta um compilado dos principais trabalhos realizados pelos alunos ao longo do ano letivo, tanto na grade regular quanto os projetos da Sala Tech. A exposição está aberta à visitação de mães, pais e responsáveis pelas crianças em diversos espaços da escola.

 

A coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I, Eliza Duemes, explica que o objetivo da Mostra é valorizar os trabalhos escolares dos alunos para que eles percebam o potencial e desempenho em diversas habilidades. Segundo ela, com a apresentação dos trabalhos, os estudantes também desenvolvem áreas importantes para o crescimento, como a oratória e criatividade.

“No momento em que eles se apresentam para suas famílias e outras pessoas que visitam a escola, traz à memória todo o trabalho para a execução da proposta. Além de se sentirem valorizados por verem as atividades expostas, também aproveitam para compartilhar seus conhecimentos e desenvolverem outras capacidades”, conta.

A alegria e empolgação em apresentar um trabalho puderam ser vistas pela Maria Eduarda, do 2º ano, que montou um ventilador de mesa nas aulas da Sala Tech. Ao mostrar sua invenção, a garota era só animação. “Eu que dei a ideia de fazer o ventilador e a professora me ajudou. É muito legal ver funcionando tão fácil, depois de tanto esforço”. A Julia Caporossi, também do 2º ano, era outra aluna animada em mostrar sua criação. Junto de outros colegas, como o Theo Deoni, ela montou um batedor de sucos utilizando técnicas maker. “Ele é muito bom para usar e não gasta energia, porque funciona à pilha. Ficou incrível!”.

Além dos trabalhos da Sala Tech, a Mostra conta com trabalhos como a reescrita de parlendas, peças em argila inspiradas em obras da artista plástica Lair Figueiredo, regras de trânsito, brinquedos com papel reciclado, recursos da água, consumo consciente e outros temas estudados em sala de aula com as turmas. Há também a exposição de atividades literárias e trabalhos ligados ao incentivo à leitura, como uma máquina impressora de jornal feita pelos próprios alunos, com desenhos apresentados a outras turmas.

A Mostra Literária e Exposição 2021 é uma das atividades de encerramento do ano letivo da ECSA. A visitação aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de outubro.

 

SIPAT da ECSA trata de temas como Saúde Mental e programa 5S

 

A Escola Chave do Saber (ECSA) realizou nos dias 13 e 14 de outubro a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) com a promoção de palestras que conversaram sobre assuntos atinentes ao tema. No primeiro dia a diretora Márcia Bezerra falou sobre o programa 5S e, no segundo, a psicóloga Dora Régis tratou de “Saúde Mental”, com especial ênfase nos efeitos da pandemia sobre o emocional das pessoas.

Prevista na legislação, a SIPAT é uma das ações presentes no escopo de atuação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que no caso da ECSA é formada pelos funcionários Ana Paula Gusman Amaral Souto (suplente), Claudio Alves da Silva (presidente), Cleide Nunes Portela (suplente) e Edlainy C. P. da Silva Batista. Seu objetivo, como o próprio nome diz, é conscientizar os trabalhadores do local sobre a importância da prevenção aos acidentes de trabalho, mas também pode incluir informações e treinamentos sobre saúde e organização no ambiente laboral.

No caso da diretora Márcia Bezerra, o tema abordado foi escolhido pelos próprios funcionários, o programa 5S. Não se trata de algo novo, pois é implantado nas empresas, como fator de organização, disciplina e melhores resultados. A sistemática teve origem no Japão e trabalha com conceitos relacionados a sensos de organização, limpeza, disciplina, padronização e utilização.

Ela explica que, como dentro da ECSA já houve uma experiência com o 5S, procurou atualizar-se e trazer uma visão diferente. “Quando trazemos algo para ser implementado em um conjunto de funcionários da própria empresa, às vezes há uma certa resistência, porque as pessoas são diferentes, pensam diferente e estão em nível de maturidade profissional diferente. Então, a minha proposta foi levar isso para o âmbito individual, Como eu posso organizar a minha vida profissional e pessoal para ter um melhor desempenho, melhor rendimento, ter mais tempo, ter um aproveitamento das coisas que faço, ter visibilidade da minha trajetória profissional”, conta, destacando que os ganhos tendem a vir tanto para o indivíduo como para a empresa.

A experiente Dora Régis, que atua como psicóloga clínica e organizacional, além de fazer orientação vocacional e avaliação psicológica, falou sobre “Saúde Mental” dando especial atenção aos efeitos da pandemia no emocional das pessoas. Em sua palestra, a profissional lembrou das mudanças rápidas que o surto de covid-19 trouxe e da necessidade que as pessoas tiveram de se adequar tanto no trabalho como dentro de casa, para proteger a si e aos demais. Os momentos de incerteza trouxeram medo, ansiedade e deixaram as pessoas mais distantes umas das outras, lembrou.

Além da ansiedade, ela citou também o aumento de pessoas estressadas, deprimidas e a ocorrência da chamada Síndrome de Burnout, que pode ser chamada também de esgotamento profissional. Segundo ela, ao abordar tais ocorrências, o objetivo não foi assustar, mas alertar as pessoas para que consigam se ver em alguma dessas situações e entender a necessidade de identificar o problema e buscar ajuda profissional. O autoconhecimento é importante, porque acabamos sendo engolidos pela rotina e não nos percebemos, ressaltou.

Soletrando 2021: turmas do 2º ao 9º ano já começaram as etapas de competição

Uma das competições mais tradicionais da ECSA, o Soletrando já teve a primeira etapa de testes com as turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. O concurso tem como objetivo melhorar os conhecimentos de ortografia e vocabulário das crianças de forma lúdica e estimulando o espírito competitivo. A final está prevista para novembro, quando os três melhores alunos de cada turma disputarão a melhor colocação.

Coordenadora do Soletrando na ECSA, a professora de Língua Portuguesa Ivone Franco, destaca que este ano, com intenção de inovar e criar novas possibilidades, os alunos não receberam listas de palavras para se preparem para o concurso. Desta vez, as turmas foram divididas por eixos temáticos, com as palavras sendo escolhidas pelas próprias crianças. A ideia é que ao estudar o tema, os alunos também aproveitassem para aprender sobre o assunto, destacando palavras para o Soletrando.

“Em sala também passamos vídeos didáticos sobre os temas de cada turma para que eles assistissem e coletassem mais palavras. É uma maneira de trabalhar o vocabulário de forma mais lúdica, diferente da sala de aula”, explica.

Os temas escolhidos foram animais marinhos para o 6º ano, biomas brasileiros para o 7º, plantas aquáticas para o 8º e animais exóticos e pets para as turmas do 9º ano. Na primeira fase, após a “batalha” de palavras, 12 alunos saíram classificados para a próxima etapa. As seletivas acontecem entre as turmas, com a final sendo disputada pelos três melhores de cada série.

Além das turmas do 6º ao 9º ano, o Soletrando é realizado também com alunos a partir do 2º ano do Fundamental I. Com eles são utilizadas palavras do dia a dia e retiradas de livros didáticos trabalhados em sala, visando fixar estes primeiros vocabulários entre os pequenos.

“Trabalhamos com as crianças para que quem saía não fique chateado. Mostramos a importância de participar e aprender e não competir por competir”, salienta Ivone.

Alunos se divertem e treinam o inglês em dia de compras na Farmer’s Market

Esta sexta-feira (17) foi dia de ir às compras para as turmas do Maternal ao 5º ano do Ensino Fundamental, como parte das atividades do Farmer’s Market, organizada pela Red Ballon. A proposta estimula o uso da língua estrangeira de diferentes formas, seja “negociando” a compra de alimentos, customizando ecobags ou em brincadeiras e jogos. Nesta edição, mais de 100 alunos se inscreveram para o evento.

Aos 11 anos, o Pedro Peterlini, foi um dos “feirantes” da atividade. Aluno do 6º ano do Fundamental II, ele foi convidado pela ECSA para participar em uma das funções que exigia melhor fluência e conhecimentos em inglês. Durante as vendas, o jovem aproveitou para treinar mais o idioma e ensinar os colegas. “Faço inglês desde o 2º ano e gosto muito. Acho essa ideia de aprender fora da sala de aula muito mais legal. Quero melhorar o meu inglês e conversando, explicando e ouvindo outros alunos, fica mais fácil”.

Além da feirinha, também foi organizada uma área para customização de ecobags, utilizadas pelos alunos durante as compras. A coordenadora do Red Ballon na ECSA, Ana Tereza Winter, explica que as atividades têm como objetivo aprimorar a fluência das crianças por meio de ações do dia a dia. “Com valor arrecadado das inscrições, fizemos as compras das frutas e verduras para a feira. Cada aluno recebeu U$ 50 de ‘mentirinha’ para gastar nas compras, assim eles aproveitam para praticar somas. A ideia de montar uma feira é também estimular a alimentação saudável e o consumo consciente com o uso das ecobags”.

Uma das mais animadas nas compras foi a Olga Pereira, do 4º ano. Para não se confundir com os nomes das frutas e verduras em inglês, ela levou tudo anotado em um papel. Assim, além de praticar a escuta, a aluna também treinou a escrita no idioma. “Eu adoro estudar inglês. E escrever me ajuda a memorizar as palavras”.

A Farmer’s Market é uma atividade organizada pela equipe da Red Ballon na ECSA. As turmas foram divididas em dois grupos, sendo um pela manhã e o outro no período vespertino.

 

Autismo na escola é tema de formação com professoras do Infantil e séries iniciais

A inclusão de crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) no ambiente escolar foi tema de uma roda de conversa com professoras da Educação Infantil e Fundamental Séries Iniciais. O bate-papo aconteceu nesta quinta-feira (17) e foi conduzido pela psicóloga Glauciele Oliveira Santos e a terapeuta Dhullye Hiara, que atendem alunos matriculados na ECSA.

De acordo com Glauciele, a maior dificuldade relatada por mães e pais de crianças autistas é quanto à aceitação das escolas em receberem alunos nesta condição. Segundo ela, ainda há muitas dúvidas e receios por parte de educadores, o que impacta o desenvolvimento dos autistas nas séries iniciais. A psicóloga destaca a importância de observar alguns requisitos ligados ao comportamento do autista antes da decisão em matricular a criança na escola.

“Fala-se muito em inclusão hoje dia, porém, nem toda criança autista está preparada para a escola. O diagnóstico precoce é fundamental para o desenvolvimento de diferentes habilidades”, explica.

A psicóloga, que atua na área de desenvolvimento infantil, estuda e trabalha com crianças autistas há cerca de quatro anos, relatou que em geral o autismo é acompanhado de outras comorbidades. Por este motivo, a criança deve ser observada com atenção e cuidado. Conforme o nível de autismo identificado, profissionais como a terapeuta Dhullye Hiara são indicados para o acompanhamento de autistas na escola.

“Minha atuação na sala de aula é um apoio aos professores e o trabalho de desenvolver a criança autista junto das demais. Em alguns momentos, o autista exige atenção específica e estímulos diferentes dos outros alunos para a realização e participação em atividades”, complementa Dhullye.

As duas profissionais acompanham há dois anos o aluno Pedro, do Jardim I da ECSA. O menino foi diagnosticado com autismo quando tinha 1 anos e três meses, o que facilitou seu progresso em alguns comportamentos. Atualmente, o garoto já desenvolve diversas atividades, interage com os colegas, entre outros avanços.

“A inclusão social não pode ser só um slogan. É nosso dever colocá-la em prática no dia a dia. Quando eu aceito um aluno autista na escola, enxergo-o como qualquer outro. Toda criança exige um trabalho educacional. No caso do autista precisamos desenvolver um trabalho específico. Acreditamos em um mundo melhor e isso inclui todas as crianças. Vê-las no ambiente escolar me enche de esperança”, finalizou a diretora da ECSA, Márcia Bezerra.

ECSA investe em áreas abertas para turmas da Educação Infantil

As turmas da Educação Infantil da ECSA ganharam novos espaços de convivência, com a instalação da “casinha”, a “cama de gato” e o tapete sensorial. Os locais em áreas abertas devem proporcionar momentos de convívio social e possibilidades de interação entre as crianças, sentimento de pertencimento e sempre respeitando as medidas de distanciamento social e uso de máscaras.

A ideia dos novos espaços, explica a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Milene Dorneles, é aumentar as áreas de convivência na escola, algo frequentemente solicitado pelas próprias crianças. Desde fevereiro deste ano, a ECSA retomou as aulas presenciais no modelo híbrido, ou seja, com parte das turmas frequentando a unidade e outra parte, assistindo às aulas de casa. Nas turmas da Educação Infantil, reduziu o número de alunos por sala possibilitando que venham todos os dias.

“É muito importante proporcionar a interação e brincadeiras entre crianças, pois faz parte do processo de desenvolvimento delas. A prática desses contextos oferecidos as crianças levam a refletir, a vivenciar e a explorar novas possibilidades. Novos espaços, proporcionando muitas descobertas”, acrescenta Milene.

Entre os novos espaços frequentados pelas crianças está a área do “tapete sensorial”. Trazendo elementos como areia, cascalho, grama e pedra, o produto é utilizado pelos alunos para a descoberta de sensações.

 

 

 

 

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