A mistura da metodologia tradicional de educação com as ferramentas da tecnologia é o que fundamenta o “ensino maker”, cada vez mais implantado nas escolas ainda nos anos iniciais. O conceito desperta o protagonismo da geração Z, como são chamados os jovens nascidos nos anos 2000. Recursos tecnológicos, robótica, informática e computação gráfica para dentro da sala de aula são a aposta do método, que tem garantido o primeiro contato com a tecnologia de forma pedagógica e bons reflexos no desempenho escolar.
Em Cuiabá, uma das instituições que investe nesta metodologia é a Escola Chave do Saber (ECSA). A instituição de ensino trabalha com a proposta maker por meio da Sala Tech, local onde os estudantes do 1º ao 9º ano são estimulados a elaborar, pesquisar e construir suas próprias invenções tecnológicas, sempre aliadas ao conteúdo trabalhado em sala de aula. A ideia é “pensar fora da caixa” e para isso é necessário muita criatividade, investigação científica e uso de recursos tecnológicos.
“Não é passar como tarefa ‘construa um carro’. Com o ensino maker você contextualiza esta atividade, abordando outros conceitos como mecânica, elétrica, robótica, sustentabilidade, trânsito, enfim, uma série de elementos que fazem com que o aluno compreenda que aquela atividade também faz parte de outras disciplinas escolares”, explica a coordenadora da Sala Tech, Mara Tereza dos Santos.
O trabalho na Sala Tech já tem trazido bons resultados aos alunos. Prova disso foi o bicampeonato da escola na 4ª edição do Arduíno Day Brasil 2019, realizado em fevereiro deste ano. O evento de tecnologia seleciona os melhores projetos de prototipagem eletrônica e controle de sistemas interativos. Neste ano, a ECSA ganhou com o Blind Cooper, voltado para o uso de pessoas com deficiência visual. O aparelho é composto por um sensor de cores que vibra na pele quando detectada a saída de pista do atleta. O protótipo está em fase de ajustes e já até despertou o interesse de empresas do setor de eletrônicos.
“É importante ressaltar entre os alunos que estas criações podem sair da sala de aula e ajudar outras pessoas, o meio ambiente, o bairro onde moram, a escola. Isto os estimula desde cedo a participar das atividades, a pensar, criar e estudar projetos que farão a diferença no futuro”, destaca Mara.
Mãe do Danillo, de 15 anos, a Roze Adriana Beltramin reconhece a metodologia do ensino maker como fundamental para a escolha da profissão do adolescente. Com a participação nas atividades da Sala Tech, o garoto desenvolveu o gosto pela tecnologia e cálculos, decidindo por cursar Engenharia Eletrônica.
“A Sala Tech foi decisiva para que ele descobrisse o que gosta de fazer e estudar. Logo depois das primeiras aulas, ele já começou um curso de programação, além de participar de olimpíadas de matemáticas e outras atividades voltadas para esta área”, conta Roze Adriana.
Formação – Se para as crianças, o desafio é estudar com o uso da tecnologia, para os professores também. Formada em Análise de Sistemas, com especialização em Informática na Educação, a coordenadora da Sala Tech da ECSA, Mara Tereza dos Santos, diz que a figura do “professor 4.0” é fundamental para aliar conceitos tecnológicos à criatividade e metodologia de ensino.
“As crianças cada vez mais querem usar a tecnologia. Elas gostam, se interessam e aprendem muito rápido. É nossa função como educadores identificar as possibilidades de inserir recursos tecnológicos da melhor maneira”, pontua a coordenadora da Sala Tech.
Além dela, a escola conta com outros professores capacitados na Plataforma de Prototipagem Arduíno, que utiliza conceitos e técnicas da eletrônica e códigos de programação. “O objetivo é aumentar este quadro, pois já identificamos que a tecnologia é uma forte aliada da educação. Todos os recursos disponíveis podem e devem ser testados”, finaliza a diretora da ECSA, Márcia Bezerra.
Uma pausa na correria e tarefas do dia-a-dia para celebrar e refletir sobre a profissão de educador. Foi com este objetivo que a Escola Chave do Saber (ECSA) organizou uma sessão especial de cinema com os professores, na noite desta quarta-feira (16). A atividade foi uma homenagem da unidade de ensino ao quadro de educadores formado por 60 profissionais, entre professores e auxiliares de sala.
Na tela, o filme exibido foi “A última grande lição” que conta a história de um professor universitário, que nos últimos anos de vida, com uma doença terminal, conta com a companhia de um ex-aluno. Os encontros são repletos de lembranças, homenagens, carinho e respeito, reforçando a importância da boa relação entre alunos e professores ao longo da trajetória escolar.
“Antes e depois do filme fizemos também algumas reflexões sobre o nosso papel de educadores na vida dos alunos. Acredito que todos saíram buscando melhorar ainda mais o seu envolvimento e presença em sala de aula”, disse a diretora da ECSA, Márcia Bezerra.
A prova de que a atividade surtiu efeitos positivos entre os professores é que no dia seguinte à sessão de cinema, alguns educadores já demonstraram interesse em realizar outras sessões com a exibição de filmes e discussões a respeito da profissão. “Nossa ideia é organizar encontros mensais com a exibição de outros títulos sempre voltados para a educação e promover estes momentos de integração”, finaliza Márcia.

Mais de 6 mil itens, entre alimentos, brinquedos e roupas, foram arrecadados durante a XXXIII Gincana ECSA, encerrada nesta sexta-feira (11). Além do resultado dos donativos, as equipes campeãs também foram conhecidas e comemoraram suas vitórias. Apesar da disputa entre os alunos, a gincana desenvolveu o verdadeiro espírito esportivo dos participantes, com todos celebrando ao final do evento.
Para a diretora do ECSA Márcia Bezerra, a gincana deste ano trouxe como diferencial a conscientização ambiental entre os alunos com o estímulo às atividades de reciclagem e coleta de resíduos. Chamado projeto ECO ECSA, a iniciativa promoveu a arrecadação de materiais recicláveis destinado posteriormente a entidades que trabalham com a destinação correta de resíduos.
“Mais que participar de uma gincana escolar, vocês podem contar aos pais, amigos e familiares que também fizeram parte de um projeto solidário. Este é o melhor resultado que vocês podem levar para a vida”, disse a diretora do ECSA Márcia Bezerra aos alunos e professores presentes.
Assim como na cerimônia de abertura, o encerramento contou com o hasteamento da bandeira e canto do Hino Nacional, além de uma apresentação de balé das classes Integral II e III. Em seguida, o resultado das equipes foi anunciado. No período vespertino, a vitória ficou com a equipe ‘cinza’, que somou o maior número de pontos entre arrecadações, participação nos jogos, oficinas e palestras. Na parte da manhã, os campeões foram os alunos da equipe ‘turquesa’ que também garantiram o troféu e medalhas douradas.
Uma das professoras responsáveis pela equipe cinza, Vanessa Caetano, destacou a união e mobilização dos alunos nas atividades de arrecadação de alimentos e participação nos jogos ao longo da semana. “Eles se dedicaram muito, envolveram os pais e vinham com toda a garra e disposição para os jogos. Tenho certeza que esta vitória vai motivá-los ainda mais na escola e outras atividades”, pontuou.
Para chegar a esta somatória, os alunos disputaram partidas de futebol, vôlei, basquete, entre outros esportes, além de participar das oficinas de teatro e palestras. “Neste ano tivemos uma diversidade maior de atividades, o que fez da gincana muito mais do que os tradicionais jogos, mas com foco em outros objetivos, como a questão ambiental e social”, destacou a diretora Márcia Bezerra.
Solidariedade – O total arrecadado na XXXIII Gincana ECSA foi distribuído à 21 entidades de assistência a crianças, idosos, deficientes, entre outros projetos sociais. Os representantes estiveram na cerimônia de encerramento para levar os donativos. Uma das instituições beneficiadas foi a do professor de jiu jitsu Marco Antônio, do projeto Arte e Combate, que oferece aulas gratuitas do esporte a 60 jovens do bairro Dr. Fábio, uma das regiões mais carentes de Cuiabá.
“A realidade destas crianças é completamente diferente dos meninos e meninas que atendemos lá no bairro. É muito bom que eles aproveitem as melhores condições de vida que têm para ajudar quem não tem. Esta visão de generosidade e solidariedade irá refletir na vida adulta deles”, ressaltou Marco Antônio.
Fonte: Pau e Prosa Comunicação
Foto: Júnior Silgueiro
A semana começou repleta de animação e espírito solidário na Escola Chave do Saber (ECSA). Foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (7 de outubro), a XXXIII Gincana ECSA, um dos mais tradicionais eventos da instituição. Este ano, ela ganhou uma dimensão ainda maior, com a inserção da consciência ambiental e ecológica através da coleta de resíduos recicláveis.
A abertura, conduzida pela diretora Márcia Bezerra, foi marcada por um misto de solenidade e programação cultural. As equipes, divididas por letras e cores, iniciaram com desfile e apresentação de seus gritos de guerra na quadra.
Além do juramento, do Hino Nacional e do hasteamento das bandeiras, houve também a tradicional entrada da tocha olímpica, apresentada aos grupos, e o acendimento da pira. Em seguida, alunos de vários anos puderam mostrar seu talento em apresentações que misturaram dança e ginástica, com o auxílio de lenços, bambolês e bolas.
“É uma semana das mais esperadas por eles, o envolvimento das crianças é tremendo. Todos vêm participar”, comentou a professora Ana Paula Guzman Amaral Souto, coordenadora da Educação Física e das escolas esportivas da ECSA. Segundo ela, será uma semana intensa, começando já no primeiro dia com Handebol. Cabeçobol, atividades diferenciadas para os menores, circuitos e provas surpresa. Nos outros dias haverá ainda competições de vôlei, basquete e futsal, entre outros.
Solidariedade e consciência ambiental
Além de comparecerem em peso à gincana, também há um grande engajamento nas campanhas, salienta Ana Paula. “Eles têm bastante consciência em relação à doação, que é o nosso maior foco. Já trouxeram bastante material”, contou. Este ano, frisou a professora, além da doação de alimentos, a Gincana contou com o projeto ECO ECSA, que visa arrecadar material reciclável, que depois será repassado a organizações que fazem a destinação correta. “Na Gincana ECSA são trabalhados a integração, relacionamento interpessoal, valores, respeito, amor ao próximo, solidariedade, além da parte física, que também é importante”, explicou Ana Paula.
A solidariedade, lembrou o inspetor-chefe Claudio Alves da Silva, que coordena a totalização dos itens doados, é um dos maiores diferenciais. Perto de completar 25 anos de ECSA, ele considera a arrecadação um dos aspectos mais emocionantes da Gincana. “É algo que traz uma grande satisfação pelo atendimento que você dá às famílias carentes. Você vê a alegria, a felicidade em cada pessoa e cada entidade que vêm aqui buscar esse alimento. O mesmo em relação às crianças, os professores envolvidos, os funcionários e todos que se engajam nessa causa”.
Este ano a satisfação é ainda maior, avalia Cláudio, porque está envolvida também a questão ambiental. “Já é um sucesso. Você vê as crianças chegando com o material que trouxe de casa, que pediu para o vizinho, plástico, papel, garrafa pet. Foi algo novo e fez um sucesso tremendo, assim como a arrecadação dos alimentos”, comemorou. Segundo o inspetor, somente na semana anterior foram doadas 150 caixas de leite a entidades. E a tendência é aumentar. “Esta semana dos jogos é aquela em que eles se envolvem muito mais”, contou o funcionário.
Fonte: Pau e Prosa Comunicação
Foto: Júnior Silgueiro
“Atitudes para atuar com protagonismo no século 21” é o que propõe a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), trazendo como a 5ª competência geral, a cultura digital. O uso dela como ferramenta de ensino e acompanhamento escolar é um dos principais objetivos da Plataforma Plurall, apresentada na última semana (03.10) aos pais e responsáveis dos alunos do 5º e 8º ano da Escola Chave do Saber (ECSA).
A novidade será testada a partir deste bimestre com as turmas do 6º ano, como plano piloto, para que em 2020 seja implantada definitivamente com todos os anos do Ensino Fundamental II. Conforme estabelecido pela BNCC, a tecnologia, bastante conhecida entre as crianças e jovens, os chamados “nativos digitais” e que mudou o contexto de comunicação e os relacionamentos deve ser consolidada de forma crítica, significativa e ética.
A ideia de buscar novas ferramentas de aprendizado surgiu com a identificação do uso frequente de celulares, tablets e computadores pelos alunos. A diretora da ECSA, Márcia Bezerra, explica que ao invés de enxergar este consumo tecnológico como algo prejudicial, é possível transformar o interesse dos estudantes e resultar em melhores notas e desempenho escolar.
“A tecnologia pode ser vista como uma aliada da educação. Mas é claro, que um celular ou computador jamais irá substituir o papel do professor em sala de aula. É um complemento ao que é executado na escola”, disse.
A apresentação da plataforma foi realizada pela equipe de engajamento digital da Plurall, Gláucia Gusmão e Aline Guerra. O programa é da Somos Educação, e é hoje utilizado por mais de 270 mil alunos em todo o país. O acesso pode ser pelo aplicativo baixado em celulares ou diretamente no site.
“A plataforma contempla tutorias online, onde o aluno pode salvar, consultar e enviar dúvidas, apostilas digitais, com opção de download para acessar mesmo se estiver off-line, realização de tarefas complementares; os pais podem acompanhar todo o desempenho dos filhos através de relatórios de resultados; os professores poderão enviar conteúdo de apoio, identificar as dificuldades e os avanços dos alunos e turmas. São diversas formas de usar a tecnologia”, pontua Gláucia Gusmão, da Plurall.
Mãe de um aluno do 7º ano, Maria Izetti conheceu a plataforma e gostou da ideia. Para ela, a tecnologia “é um caminho sem volta” e por este motivo deve ser vista como ferramenta de apoio em diversas áreas. “O início desta transição do computador só para diversão para também usá-lo para estudar deve ser um pouco difícil. Em casa e na escola, temos que incentivar os alunos”, acrescenta.
Um dos destaques da Plurall é a tutoria online, com equipes de professores de plantão, inclusive aos finais de semana e à noite. A área é um “banco de dúvidas”, em que os estudantes enviam seus questionamentos e em pouco tempo são respondidos. A plataforma já tem cadastrada mais de 1 milhão de dúvidas.
Na ECSA, a Plataforma Plurall já está em fase de testes pela equipe pedagógica e alguns alunos com necessidades específicas, como conta a diretora, Márcia Bezerra. “Temos um estudante, por exemplo, com dificuldades, limitações motoras. Na plataforma ele consegue enviar suas dúvidas, no próprio tempo, acompanhando a sala e mais à vontade. Casos assim poderão ser muito beneficiados”, finaliza.
Fonte: Pau e Prosa Comunicação
Evento também é marcado pela reabertura da biblioteca, que agora se chama “Monteiro Lobato”
A Escola Chave do Saber (ECSA) amanheceu com um colorido especial nesta quinta-feira (26 de setembro). Ela foi tomada por trabalhos feitos pelos alunos em mais uma edição da Mostra Literária. São livros, desenhos, instalações e exposições elaborados pelos estudantes que podem ser vistos em todos os andares. Outra novidade foi a reinauguração da biblioteca, agora com novas mobílias, acervo, proposta e um nome em homenagem ao escritor Monteiro Lobato.
Diferente de outros anos, a Mostra Literária está distribuída por toda a escola. “Queremos os alunos circulando por todos os espaços, tendo-os também como objeto de aprendizagem”, explicou a diretora Márcia Bezerra. “Hoje com a transformação na ECSA, o conhecimento acontece em diferentes lugares. Essa movimentação alcança também as famílias que, às vezes, levavam os filhos nas salas e não percebiam as ações educativas acontecendo”, lembrou.
Além da renovação de acervo, uma preocupação constante da ECSA, a biblioteca ganhou um novo conceito. “Nada mais justo do que reabrir no momento do ano em que os alunos mostram os trabalhos literários que foram feitos no decorrer do processo. Junto com todo esse contexto, temos o espaço dedicado a isso com novo mobiliário, a preocupação com a autonomia e o protagonismo do aluno, com a plenária de discussão. Ele é para os alunos. A biblioteca é uma nova sala de aula”, define a diretora.
“A ideia é promover a leitura como um objeto de prazer, de conhecimento, de aproximação e aí a biblioteca passa a se integrar a isso. É um local para fazer uma noite literária, uma discussão. É para ser um espaço mágico e é esse o conceito que queremos passar”, frisou. Ela inclusive ganhou outro nome, escolhido pelos alunos do 9º ano. “A escolha foi Monteiro Lobato, que eu achei muito adequada e também a oportunidade de os alunos que estão saindo da escola em 2020 deixarem sua marca”, opinou Márcia. O espaço ganhou até um Monteiro Lobato estilizado, que ficará lá, permeando todo o processo cultural.

Para os alunos, a Mostra Literária é uma grande atração. Primeiro porque são eles que elaboram os trabalhos, segundo porque é uma curtição percorrer os espaços vendo, tocando e lendo o que os colegas fizeram. O aluno Luiz Felipe Dias, do 2º B, era só orgulho por ter um livrinho para apresentar na exposição. “Nós fizemos livros para mostrar para vocês. Gostei muito de fazer. É sobre o que a gente pega para ler”, explicou, citando como exemplo a obra “Com o Rei na Barriga”, de Regina Drummond.
“Estou achando a mostra muito interessante. Ensina muita coisa sobre reciclagem, artes, literatura, Português, do nossos país, de Cuiabá, nossa cidade. Fizemos umas mandalas, uma viola de cocho. Gostei muito de participar”, comemorou a aluna Maria Magalhães Novais, 5º Ano A.
Os pais também elogiaram a iniciativa, como Camila Castillo Batata, mãe da Gabriela Castillo Batata, do Pré Integral. “Achei super legal, estimula a leitura, a interpretação e a expressão do aluno, a comunicação, a criatividade”, analisou. Segundo ela, uma das atividades foi feita em casa, junto com a família. “Ela levava o livro todos os dias para casa. Gostou bastante, já decorou a história”, contou Camila, frisando que a atividade de leitura é trabalhada com a Gabriela desde bebezinho.
Fotos: Helder Faria
Sabemos que a reciclagem ajuda na preservação do meio ambiente e, consequentemente, na vida dos seres humanos. Ver como todo esse processo funciona na prática é tão importante quanto na teoria. E foi isso que as turmas do 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Chave do Saber (ECSA) fizeram ao conhecer a empresa de reciclagem EcoDescarte, na última sexta-feira (20 de setembro).
A iniciativa faz parte de um projeto da escola, o ECO ECSA, que surgiu para tratar da relação do ser humano com o meio ambiente, principalmente com a produção e descarte consciente de lixo no ambiente escolar. “Nossa intenção é sensibilizar as crianças para que possam cuidar melhor do planeta em que vivemos”, explicou Eliza Rita de Oliveira Duemes, coordenadora da Ed. Infantil e Fund. I, que acompanhou os alunos durante a visita.
Reciclar significa reaproveitar resíduos que antes seriam despejados na natureza. Cada material possui suas possibilidades de reuso e processos para este fim. Os alunos puderam ver todo o processo de reciclagem que começa no recebimento dos materiais. Os que podem ser reutilizados são separados e os que não podem são encaminhados para as empresas especializadas que fazem o descarte correto.
Os fios eletrônicos, por exemplo, passam por um processo de reciclagem e viram matéria-prima. “Primeiro os fios são colocados em uma máquina de trituração, onde é separado o cobre do plástico, depois o cobre é encaminhado para outra máquina que faz a secagem do resíduo e por fim é colocado em um recipiente e está pronto para ser reutilizado”, explicou Thiago Pegorini, proprietário da empresa EcoDescarte.
Para a aluna Helena Carvalho, a aula prática de reciclagem de resíduo eletrônico foi muito legal. “Eu não fazia ideia de que os fios, como o carregador de celular, pudessem ser reciclados. Gostei de aprender como funciona todo esse processo”.
Fotos: Junior Silgueiro
Fonte: Pau e Prosa Comunicação
Unindo criatividade, cultura e conscientização ambiental, os estudantes dos 4º anos do Ensino Fundamental I da Escola Chave do Saber (ECSA) fizeram esculturas sobre o folclore brasileiro utilizando materiais recicláveis. Foram utilizadas garrafas PET, rolos de papel higiênico, caixas de leite, tecidos, pratos de plástico, entre outros. A atividade faz parte do projeto ECO ECSA, que trabalha a educação ambiental com a comunidade escolar.
Para se ter uma ideia, o Brasil produz uma média de 214.868 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos (RSU), segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), que constam no último panorama, referentes ao ano de 2017. O descarte incorreto de todo este material impacta significativamente no meio ambiente, e o projeto ECO ECSA visa justamente trabalhar este tipo de conscientização desde a infância.
Segundo a professora do 4º ano C, Kayte de Lima Macedo, que idealizou a atividade, toda a comunidade escolar até/está engajada. “A reciclagem ainda é insuficiente em todo país por diversos fatores, pois necessita de uma estrutura de coleta seletiva de lixo e de usinas capazes de transformar este material. Mas nosso objetivo é dar um ‘ponta pé’ nesta jornada, sensibilizando as crianças sobre o tema, oportunizando o aprendizado por meio de vivências”.
Além desta atividade, os estudantes farão uma visita à empresa Ecodescarte Reciclagem de Eletrônicos, no dia 20 de setembro. A ideia é conhecer melhor o trabalho desta empresa, que é parceira do projeto ECO ECSA e que faz a gestão de resíduos sólidos eletrônicos em Cuiabá. “Com certeza, teremos cidadãos mais conscientes e ativos em cuidar do nosso meio ambiente”, garante a professora.
Importância da reciclagem
O processo de reciclagem contribui significativamente com a diminuição da quantidade de lixo e dos impactos causados pelos resíduos no meio ambiente, como a poluição do solo, da água e do ar. Além disso, a reciclagem reduz a retirada de matérias primas da natureza que seriam usadas para a produção de novos produtos, colabora com a limpeza e saúde pública e gera empregos.
A reciclagem transforma materiais considerados inutilizáveis em novos produtos para o consumo, por meio da reinserção no ciclo produtivo. Os materiais mais reciclados são o vidro, o metal, o papel e o plástico, mas para cada tipo de material existem algumas exceções.
O estudante Luís Eduardo Masasuke Mashima mais uma vez foi destaque na Olimpíada Brasileira de Física (OBF) 2018, conquistando a Medalha de Prata na etapa estadual da competição. Aluno da Escola Chave do Saber (ECSA) à época – e hoje cursando o Ensino Médio no Colégio Maxi – ele já havia recebido as Medalhas de Prata na etapa estadual e Bronze na etapa nacional pelo resultado na OBF 2017. A entrega da premiação foi feita nesta quarta-feira (11 de setembro), no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Cuiabá (MT).
Luís Eduardo, que participou da competição quando estava no 9º Ano da ECSA, lembra que foi particularmente difícil obter esse resultado. “Física é uma matéria que no fundamental não é muito aprofundada. Então consegui mais por causa da ajuda do professor Marcos [Wimbeg], com aulas no contraturno. Ele sempre me ensinou matérias extras, que eu não estava estudando, que eu iria aprender só no Ensino Médio. Isso me ajudou muito”, contou o estudante que pretende seguir carreira na área da Engenharia.
Para o professor Marcos Wimbeg Ferreira, um entusiasta não só da OBF, mas de várias outras olimpíadas, como as de Matemática, Astronomia e Química, é preciso reconhecer o mérito dos alunos. “Eles sabem que as fases não são fáceis e mesmo assim não desistem. Essa premiação é o reconhecimento que todo o trabalho, todo o estudo valeu a pena e eu fico feliz pelo reconhecimento também como professor e incentivador. Demonstra que eles tiveram um pouco de inspiração e de agradecimento nessa chegada”, agradece.
Foto: Helder Faria

As Olimpíadas de Matemática e de Física entram na fase final, nos dias 28 de setembro e 26 de outubro, respectivamente. Além disso, também há a Olimpíada Internacional de Astronomia, com três provas online, nos dias 08 de setembro, 13 de outubro e 1º de dezembro. A preparação dos estudantes para estas competições, que já é uma tradição da Escola Chave do Saber (ECSA), foi intensificada. As aulas ocorrem duas vezes por semana, sempre no contraturno.
Sem cobrança adicional na mensalidade, todo material de estudos é elaborado pelo professor de Matemática e Física da ECSA, Marcos Wimbeg. Mas a organização dos eventos também disponibiliza materiais de apoio, como provas de edições passadas. “Também realizamos aulas recreativas, que funcionam como um treino mental – como montar um cubo, jogar xadrez e quebra cabeça de raciocínio lógico, por exemplo”, ressalta o responsável pela preparação dos alunos, há cerca de 10 anos.
Diferentemente da primeira fase de todas as olimpíadas, que é feita nas escolas, esta etapa final ocorre nas Universidades e Institutos Federais, o que requer autorização dos pais. As Olimpíadas de Física são realizadas pela Sociedade Brasileira de Física e voltadas para estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental II à 3ª série do Ensino Médio. O resultado final está previsto para 10 de janeiro de 2020.
Já as Olimpíadas de Matemática são organizadas pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até último ano do Ensino Médio, e os vencedores serão conhecidos no dia 03 de dezembro deste ano. Já o resultado da Olimpíada Internacional de Astronomia será divulgado na segunda quinzena de janeiro de 2020.
Os alunos da ECSA são incentivados a testarem e aprofundarem os conhecimentos, especialmente na área de exatas, por meio de competições, há 15 anos. Porém, há cerca de 10 anos a instituição vem colecionando medalhas conquistadas em diversas olimpíadas nacionais. O calendário de participação inclui ainda o Canguru da Matemática Brasil, de âmbito internacional.
Com a ideia de instigar os estudantes a gostarem da disciplina, Marcos Wimbeg lançou a Olimpíada de Matemática da ECSA (OMECSA), que hoje integra o calendário escolar. Este foi o primeiro passo oficial rumo às competições externas de renome. A primeira experiência dos alunos fora do ambiente escolar, coordenada pelo professor, foi nas Olimpíadas de Matemática da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). “Era um evento estadual. Foram 10 premiações e ganhamos oito delas. Os alunos começaram a achar as provas muito simples, então partimos para as nacionais, em que o grau de dificuldade era mais elevado”, conta.
Recentemente, os alunos participaram do Concurso Canguru da Matemática Brasil, realizada em maio deste ano, exclusivo para estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II. Mais uma vez, trouxeram medalhas para a ECSA: Prata, Bronze e Honra ao Mérito. Também integraram a 22ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), com a realização de uma série de lançamentos de foguetes. Os projetos são a culminância do trabalho feito em sala de aula e nos laboratórios de ciências e tecnologia da ECSA.
A participação dos alunos na última edição da OBA (22ª) rendeu 5 medalhas de ouro, 2 pratas e 5 bronzes.
Estreia
Em 2019, a ECSA participa pela primeira vez da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) – que contempla as disciplinas de Física, Química, Biologia e Astronomia. Voltada para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II à 3ª série do Ensino Médio, a ONC é uma realização conjunta entre quatro Sociedades Científicas: a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Associação Brasileira de Química (ABQ), o Instituto Butantan e a Sociedade Astronômica Brasileira.
A primeira fase foi realizada na escola no mês de agosto e a segunda etapa ocorre na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em setembro.
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